
Hospital de Urgência de Teresina (HUT)
Lucas Marreiros/g1
O menino de 5 anos que foi baleado enquanto brincava com o vizinho de 3 anos, passou por cirurgia para retirada de fragmentos de munição no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e continua internado. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (18), no município de Nazária, no Piauí.
Ao g1, a delegada Carolina Diógenes afirmou que a polícia apura as circunstâncias do caso e que ainda não é possível afirmar qual das crianças efetuou o disparo.
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A investigação da Polícia Civil aponta que as crianças estavam na casa do menino que foi ferido e brincavam com uma espingarda que supostamente pertencia ao pai dele
O homem, que não possui registro nem porte legal de arma de fogo, saiu do local antes da chegada da polícia e ainda não se apresentou para prestar depoimento. Até a última atualização desta reportagem, não havia pedido de prisão contra ele.
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À polícia, a mãe do menino de 3 anos, que mora na casa ao lado, disse que as crianças manipulavam a arma de fogo em um dos cômodos da casa quando houve o disparo. A mulher, no entanto, não forneceu mais detalhes por estar nervosa durante o depoimento.
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil fizeram buscas para localizar a arma e o suposto proprietário, mas não encontraram.
Relembre o caso
O g1 teve acesso ao boletim do HUT. O documento informa que o menino deu entrada no hospital por volta das 13h, acompanhado da mãe e de um tio paterno. A criança estava consciente e chamava pela mãe durante o atendimento.
Conforme relato da mãe do menino ferido à equipe do Serviço Social do HUT, os dois meninos brincavam no quintal da casa após voltarem da escola, enquanto ela preparava o almoço na cozinha. O pai da criança e um tio realizavam uma obra na parte da frente do imóvel.
Ainda segundo o boletim, a família ouviu o disparo e constatou que a criança de 3 anos havia atirado acidentalmente contra a de 5 anos. A dinâmica, no entanto, ainda deve ser esclarecida.
A mãe informou aos profissionais do hospital que não sabia onde a arma estava guardada, mas relatou que o pai da criança e o tio possuem uma espingarda usada para caça.
Segundo a a delegada Carolina Diógenes, o pai do menino poderá responder por porte ilegal de arma de fogo. O caso segue em investigação.
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