
Um homem de 52 anos matou a sua ex-namorada dentro de casa, na noite da última terça-feira (26). O crime aconteceu na rua Baltazar Aguila, no Tremembé, bairro da Zona Norte da capital paulista. A vítima foi identificada como Letícia Alves de Oliveira, de 26 anos.
Raimundo Nonato Ferreira é suspeito de matar a ex-namorada. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o homem realizou efetuou disparos contra a vítima que tentou se esconder no banheiro do imóvel, mas acabou sendo atingida.As autoridades ainda informaram que o resgate foi acionado, mas o óbito de Letícia foi constatado no local. O homem fugiu após o crime e segue foragido.
A irmã de Letícia, Larissa Salles, presenciou a cena. Ela contou às autoridades que viu o homem sacar o revólver e apontá-lo para a própria irmã. Testemunhas ainda disseram que houve uma discussão antes de ouvirem os barulhos de disparos.
Os dois mantinham um relacionamento conturbado há quatro anos. Por volta de quatro meses atrás, Letícia resolveu separar-se de Raimundo e voltou a morar com a mãe. No dia do crime, Letícia teria dito ao homem que não queria a continuidade da relação. À noite o homem foi até a residência e cometeu o crime.
A Polícia Militar ainda foi até um possível endereço de moradia do suspeito, na Vila Fidalgo, também no Tremembé. Ao chegarem no local, a casa estava vazia, mas os agentes encontraram dois celulares, que foram apreendidos.
A SSP-SP informou que a perícia foi acionada e o caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica, localização e apreensão de objeto no 73° Distrito Policial (Jaçanã).
Central de Atendimento à Mulher
O governo federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, um serviço de utilidade pública criado para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana e pode ser feito por meio do número 180.
Segundo dados do governo federal, apenas em 2025, a central 180 recebeu mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres em território nacional, o equivalente a 425 denúncias diárias.
