
A maquiadora Roseli Fernandes, de 48 anos, disse à filha que “achava que ia morrer” pouco antes de morrer após um procedimento estético com PMMA (polimetilmetacrilato) no Brooklin, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo.
Roseli começou a passar mal horas depois de passar pela remodelação glútea e nas coxas. Ela morreu na recepção do edifício onde o procedimento foi realizado.
Pressentimento ruim
À Polícia Civil, a filha da maquiadora contou que as duas viajaram de Mato Grosso do Sul para a capital paulista para a realização da intervenção estética.
Segundo informações publicadas pelo UOL, Roseli começou a reclamar de dores fortes ainda depois do procedimento. Segundo o depoimento da filha à polícia, a maquiadora dizia que estava passando mal e repetia que “achava que ia morrer”.
A médica responsável pelo procedimento, Tábita Nunes Marcolino, de 36 anos, afirmou em depoimento que usou 100 seringas de PMMA durante a aplicação.
Na terça-feira (26), Roseli voltou à clínica após piora no quadro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ela sofreu uma parada cardiorrespiratória no local. Equipes do SAMU foram chamadas para atender a ocorrência, mas Roseli não resistiu.
A investigação foi aberta no 27º Distrito Policial. A polícia apura as condições do procedimento e a causa da morte da maquiadora.
Uso do PMMA gera alertas
O PMMA é um preenchedor usado em alguns procedimentos corporais. Apesar de autorizado pela Anvisa em situações específicas, o material é alvo de questionamentos há anos dentro da área médica.
O produto costuma ser citado em tratamentos reparadores, como casos de perda de volume corporal causada por doenças ou medicamentos.
Em 2025, o Conselho Federal de Medicina pediu à Anvisa a interrupção da fabricação e da venda de preenchedores com PMMA no país.
Entidades médicas afirmam que o uso da substância pode causar reações severas e complicações permanentes, sobretudo em aplicações extensas.
