
Atividades recreativas e pedagógicas estimulam convivência, criatividade e desenvolvimento infantil na Casa da Criança
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A chegada da Mostra Mosaico a Ipuã amplia esse debate ao aproximar educadores e comunidade de experiências internacionais que valorizam a infância de forma integrada. Na rotina da Casa da Criança Armanda Malvina Mendonça, educar uma criança pequena significa muito mais do que acolhê-la em uma sala, garantir alimentação ou cumprir horários. A instituição de Ipuã construiu, ao longo de sua trajetória, uma forma de trabalho baseada em uma ideia central: o desenvolvimento infantil acontece quando aprendizagem, cuidado, saúde, proteção, família e comunidade caminham juntas.
É essa visão que sustenta o Programa de Educação Integral da Casa da Criança. A proposta articula três dimensões complementares: o trabalho educacional e pedagógico, a atuação de proteção social e o cuidado com saúde e bem-estar. Na prática, esse tripé permite que a criança seja acompanhada em sua totalidade, considerando suas experiências, seus vínculos familiares, suas necessidades emocionais, sua alimentação, sua linguagem, seu corpo, sua convivência e seu direito de aprender.
A própria instituição se apresenta como um espaço de educação, cuidados e promoção de direitos, voltado ao pleno desenvolvimento de crianças pequenas residentes em Ipuã. Essa definição é importante porque desloca a imagem tradicional da creche como lugar apenas de cuidados. Na Casa da Criança, a creche é compreendida como um ambiente de desenvolvimento humano, proteção da infância, apoio às famílias e construção de oportunidades.
A instituição desenvolve ações pedagógicas voltadas ao aprendizado e à formação social das crianças atendidas
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A educação integral, nesse contexto, não é uma atividade complementar. É uma forma de organizar a instituição para que cada criança seja vista por inteiro.
Atualmente, a Casa da Criança atende 120 crianças e assegura, segundo seu site institucional, o desenvolvimento físico, mental, moral, cultural, social e educacional das crianças assistidas.1 Em materiais de divulgação da Mostra Mosaico, a instituição informa que atende crianças de 4 meses a 4 anos e 7 meses e responde por 54% da oferta de vagas em creche no município de Ipuã.2 Esses dados ajudam a dimensionar sua importância territorial: a Casa não atua de maneira periférica na política de primeira infância; ela é parte relevante da rede local de cuidado e educação.
Um tripé para olhar a criança por inteiro
Educação e pedagogia Organização de práticas educativas voltadas à primeira infância, com intencionalidade pedagógica, estímulo à linguagem, à convivência, à criação, à investigação e à construção de autonomia.
Proteção social Apoio às famílias, escuta das realidades sociais, articulação com a rede, atenção a contextos de vulnerabilidade e compromisso com a garantia de direitos.
Saúde e bem-estar Acompanhamento do desenvolvimento infantil, cuidado nutricional, atenção preventiva, apoio de profissionais como psicologia, fonoaudiologia, assistência social e ações que favorecem equilíbrio físico e emocional.
A rotina de alimentação integra o trabalho de cuidado e acolhimento oferecido pela Casa da Criança
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Esse modelo torna o trabalho da Casa da Criança especialmente relevante para gestores públicos, conselhos, patrocinadores, universidades e imprensa especializada. Ao apresentar uma estrutura integrada, a instituição demonstra que sua atuação não se limita à oferta de vagas. O que está em curso é uma proposta metodológica de desenvolvimento infantil, com acompanhamento cotidiano, articulação profissional e capacidade de gerar impacto social.
Na dimensão pedagógica, a Casa da Criança trabalha para que as experiências vividas pelas crianças tenham sentido educativo. Isso envolve planejamento, formação de equipe, organização de ambientes, propostas de linguagem, brincadeira, expressão, socialização e observação do desenvolvimento. A criança pequena aprende com o corpo, com os materiais, com os vínculos, com as histórias, com os gestos, com os sons e com as relações. Por isso, a educação infantil exige uma pedagogia atenta, sensível e tecnicamente preparada.
Na dimensão social, a instituição reconhece que nenhuma criança chega sozinha à escola. Cada uma traz uma família, uma história, uma condição de vida e uma rede de vínculos. O apoio às famílias, a assistência social, a escuta das vulnerabilidades e a articulação comunitária fazem parte de um trabalho que busca proteger sem substituir a família, orientar sem julgar e fortalecer os adultos responsáveis pelo cuidado cotidiano.
Na dimensão da saúde e do bem-estar, o atendimento integral considera aspectos como nutrição, acompanhamento do desenvolvimento, linguagem, emoções, convivência e prevenção. A presença de áreas como fonoaudiologia, psicologia, assistência social e nutrição amplia a capacidade de observar sinais, orientar famílias, apoiar educadores e agir antes que dificuldades se agravem. Trata-se de uma abordagem preventiva, construída no cotidiano, em diálogo com a infância real atendida pela instituição.
A Casa da Criança mantém há quase cinco décadas atuação voltada ao acolhimento, à educação e ao desenvolvimento das crianças de Ipuã
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Reconhecimento construído com método
A consolidação desse programa não ocorreu de forma improvisada. A Casa da Criança investiu em gestão, política pedagógica, qualificação de equipe e ampliação de sua estrutura física.
Entre os avanços destacados nos materiais institucionais estão a construção de uma nova sala de aula, ampliando o atendimento de 80 para 120 crianças, a implantação de um Ateliê de Artes, a adequação dos ambientes escolares — como salas de aula e refeitório — e a aquisição de mobiliários pedagógicos planejados para a primeira infância, reconhecidos como “terceiro educador” no processo de aprendizagem.
Esses investimentos contribuíram para que o Programa de Educação Integral ganhasse reconhecimento fora de Ipuã. A página institucional de reconhecimentos da Casa informa que o programa desenvolvido a partir de 2012 foi reconhecido pelo Fundo Itaú de Excelência Social, edição 2015, e pelo Prêmio Criança da Fundação Abrinq, em 2016.3 A Fundação Abrinq também registra a Casa da Criança Armanda Malvina de Mendonça entre as iniciativas finalistas do Prêmio Criança 2016, com o Programa de Educação Integral para a Primeira Infância.
A aproximação da Casa da Criança com a Mostra Mosaico acontece em articulação com a RedSOLARE Brasil
Uma proposta integrada de desenvolvimento humano
O diferencial técnico da Casa da Criança está em reconhecer que a primeira infância exige respostas integradas. Uma criança pequena não separa aprendizagem de afeto, alimentação de disposição para brincar, linguagem de vínculo, saúde emocional de convivência, família de escola. Tudo se conecta.
Essa é a força do Programa de Educação Integral: organizar a instituição para responder a essa complexidade com método, equipe, planejamento e sensibilidade. Em vez de oferecer apenas atendimento, a Casa da Criança constrói uma rede de cuidado educativo que acompanha a criança em diferentes dimensões da vida.
No contexto de Ipuã, esse trabalho tem valor comunitário. Para muitas famílias, a Casa representa segurança, orientação e apoio. Para as crianças, representa um lugar de convivência, descoberta, proteção e expressão. Para a cidade, representa uma instituição que nasceu de uma necessidade social concreta e se consolidou como referência em educação infantil.
A Mostra Mosaico, portanto, chega a uma instituição que já compreende a infância como prioridade. Ao aproximar o público das linguagens das crianças, o evento reforça uma convicção que está no centro da atuação institucional: educar é cuidar do presente para ampliar futuros possíveis.
