
Joelber Pinheiro da Silva, de 37 anos, conhecido como “Coelho”, foi preso nesta terça-feira (02) durante a operação Cerco Fechado. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele é apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Vila Biquinhas, na Região Norte de Belo Horizonte.
A captura foi feita pelo Grupo Integrado de Capturas, estrutura coordenada pela Sejusp com apoio da Polícia Federal.
Contra Joelber havia um mandado de prisão definitivo expedido pela 2ª Vara Criminal de Santa Luzia. Condenado por associação para o tráfico de drogas, ele deverá cumprir pena de seis anos e cinco meses em regime fechado.
As autoridades também investigam uma suposta ligação do suspeito com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A prisão ocorreu em meio a uma ofensiva lançada para localizar foragidos da Justiça e atingir integrantes de organizações criminosas que atuam em Minas Gerais.
Os números divulgados pela Polícia Civil dão uma dimensão da operação. Até o momento, 46 pessoas foram detidas. Também houve apreensão de armas, munições, drogas e mais de R$ 27 mil em dinheiro.
Além das prisões, a ação levou equipes policiais para áreas consideradas sensíveis pelas autoridades, locais onde facções criminosas tentam manter influência sobre o tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
Participam da operação agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e setores de inteligência das corporações.
Como surgiu o PCC
A facção citada na investigação nasceu há mais de três décadas dentro de um presídio paulista.
O Primeiro Comando da Capital foi criado em 31 de agosto de 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo. Na época, o grupo surgiu entre detentos que alegavam enfrentar abusos e más condições no sistema prisional.
Desde então, a organização deixou os limites das cadeias.
Primeiro ganhou espaço em presídios paulistas. Depois se espalhou pelas periferias urbanas. Com o avanço do tráfico de drogas, passou a criar ramificações em outros estados e também fora do Brasil.
Hoje, investigações das forças de segurança apontam que a facção atua em rotas de tráfico nacional e internacional de drogas, além de manter uma estrutura própria para arrecadação de recursos, comunicação e disciplina interna.
Especialistas afirmam que uma das principais características do PCC é a divisão de funções entre diferentes núcleos. Essa estrutura reduz a concentração de informações e dificulta o trabalho de investigação das autoridades.
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Por esse motivo, prisões de integrantes apontados como lideranças locais costumam ser tratadas pelas forças de segurança como ações estratégicas no enfrentamento ao crime organizado.
Minas divulga lista dos criminosos mais procurados
A operação Cerco Fechado também marcou o lançamento da sétima edição do programa Procura-se, da Polícia Civil de Minas Gerais.
A nova lista reúne 12 foragidos considerados prioritários para as investigações em andamento no estado. A expectativa é ampliar o número de denúncias anônimas recebidas pelo Disque Denúncia Unificado 181.
A Polícia Civil afirmou que a integração entre as forças estaduais e federais tem sido fundamental para localizar criminosos e enfraquecer estruturas ligadas ao crime organizado.
