
Rio Branco perde 10% da vegetação urbana em 20 anos
A capital Rio Branco perdeu mais de 10% da cobertura de vegetação urbana ao longo de duas décadas, segundo levantamento divulgado pelo MapBiomas em 2024. Para tentar recuperar áreas degradadas, o Projeto Consciência Limpa vai plantar mais de 100 mudas no canteiro central do Residencial Bonsucesso, em uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados.
A ação, marcada para a próxima terça-feira (9), alerta para diminuição da arborização nos centros urbanos e pretende ampliar as áreas verdes da capital acreana.
Apesar de continuar liderando o ranking nacional de capitais com maior proporção de áreas verdes urbanas, a cidade registrou a maior redução proporcional entre as capitais brasileiras no período analisado.
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A mobilização é feita pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), e deve reunir estudantes da rede pública estadual, instituições parceiras e representantes do poder público.
Ainda de acordo com o estudo do MapBiomas, a cobertura vegetal nas áreas urbanas do Acre caiu de 43,3% em 2003 para 32,8% em 2023.
A presença de áreas arborizadas contribui para a melhoria da qualidade do ar, ajuda a reduzir a sensação térmica, diminui a poluição sonora e auxilia na preservação de rios e igarapés.
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Além dos benefícios ambientais, espaços verdes também estão associados ao bem-estar da população e à valorização das áreas urbanas.
Preocupação coletiva
Praticante de corrida de rua, a autônoma Vânia Silva destaca a diferença que a arborização faz na rotina de quem utiliza espaços públicos para atividades físicas.
“Para a gente que corre, a árvore traz bastante benefício. Além da sombra, dos ventos, ela encanta. Então, quanto mais árvores no nosso meio ambiente, melhor, porque os benefícios que elas trazem são ricos, são maravilhosos”, afirmou.
Ação social visa a recuperação ambiental de áreas degradadas
Arquivo/Fundação Rede Amazônica (Fram)
Morador das proximidades do Parque Tucumã, o autônomo Hudson Moreira acredita que a preservação ambiental depende também da conscientização da população.
“Tudo isso tem a culpa do homem. O homem é o próprio destruidor da natureza. Perdeu 10% agora, depois perde 20%. Se o povo não se conscientizar disso, a tendência é piorar”, disse.
Segundo a secretária adjunta da Sema, Renata Souza, ações de arborização só alcançam resultados duradouros quando contam com a participação da comunidade.
“O Estado desenvolve políticas públicas e os municípios também, mas quando você faz o plantio e arboriza uma praça ou um bairro, é preciso que a população também cuide. Quando falamos de arborização, estamos falando de qualidade de vida. É uma preocupação que precisa ser coletiva”, ressaltou.
Plantio
No Residencial Bonsucesso, o plantio será feito em um trecho com cerca de 400 metros de comprimento por cinco metros de largura.
A iniciativa busca recuperar áreas degradadas, melhorar o aspecto urbano da região e incentivar práticas sustentáveis entre os moradores.
Ação social visa a recuperação ambiental de áreas degradadas
Rede Amazônica
O coordenador do projeto, Matheus Aquino, destaca que a proposta vai além da recuperação ambiental.
“Quando unimos estudantes, poder público e parceiros em uma iniciativa prática, conseguimos transformar a relação da comunidade com o meio ambiente e estimular mudanças que permanecem no longo prazo”, afirmou.
Sobre o Consciência Limpa
O Projeto Consciência Limpa busca mudar hábitos na Amazônia por meio de educação, ações práticas e comunicação. A iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a melhoria da qualidade de vida da população.
Em dezembro do ano passado, estudantes e professores da Escola Dr. Pimentel Gomes participaram de uma grande ação social com diversos serviços de cidadania à comunidade promovido pelo projeto.
Além das oficinas, os moradores da comunidade puderam acompanhar palestras sobre preservação do Igarapé São Francisco, reciclagem e economia circular.
No dia 28 de fevereiro deste ano, com diversos serviços disponíveis no Lado do Amor, em Rio Branco, o Projeto Consciência Limpa iniciou as ações da 2ª edição. Teve ainda o Dia D – Ação Consciência Limpa: Acre pelo Meio Ambiente e Clima e Drive-Thru.
Além das ações com enfoque ambiental, a programação inclui serviços de saúde, jurídicos, negociação de dívidas, imunização, Cadastro Ambiental Rural (CAR), atividades recreativas e emissão de documentos.
No dia 25 de março, ocorreu o Painel Consciência Limpa – Água na Amazônia: ciência, sociedade e gestão dos recursos hídricos. O evento foi promovido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com a Sema.
VÍDEOS: g1
