Traia Véia: banda sertaneja que brinca com Roupa Nova no nome lança música com Chitãozinho e Xororó e ganha elogio da dupla


Banda sertaneja Traia Véia lança música com Chitãozinho e Xororó e recebe elogio da dupla
Chitãozinho e Xororó lançam nesta sexta-feira (5) a faixa “Caipira Eu Sou”, mais uma música que promete romper paradigmas na carreira de 56 anos da dupla. Isso porque a parceria musical dessa vez é com a banda (isso mesmo, banda!) sertaneja Traia Véia – que já acumula 2 milhões de seguidores só no Instagram.
“Nós os convidamos pelo formato deles ser diferente. Conhecemos o trabalho deles recentemente, porque é uma banda nova, e eles estão inovando, trazendo uma música sertaneja diferenciada”, contou Chitãozinho ao g1.
O Traia Véia é um quarteto formado em 2022 pelos amigos Edu Araújo, Dario Rodrigues, Vini Gouvea e Pedro Cordeiro. Se o nome te remeter a algo, pode ser porque ele é o contrário de “Roupa Nova”. Os cantores são fãs do grupo e a brincadeira acabou batizando o projeto.
“Caipira Eu Sou” foi composta por Xororó em parceria com os integrantes da banda, segundo Chitãozinho. A faixa tem muito a ver com a vocalização do Traia Veia. “Acho que é por isso que a gravação ficou tão bonita assim”, comentou.
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A faixa inédita faz parte do projeto audiovisual “Meninos da Roça”, gravado em um haras em Jaguariúna. Além de “Caipira Eu Sou” também será lançada uma versão ao vivo da música que dá nome ao projeto na sexta.
Xororó descreve “Meninos da Roça” como uma retomada após um tempo investindo em um sertanejo mais ousado, com influências do rock, do pop e também do folk. “Achamos que era o momento da gente voltar um pouco para trás em um projeto próximo daquilo que a gente fez que agradou demais o nosso público, o Grande Clássicos Sertanejos”, explicou.
No entanto, “Caipira Eu Sou” deve ir na contra mão dessa sonora mais acústica e intimista do “Meninos da Roça”. “Também tem esses momentos mais rock n roll, que é justamente essa música com o Traia Véia”, disse Xororó.
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‘Nunca bebi, nunca fumei
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A entrevista foi dada ao g1 pouco antes de a dupla se apresentar pela 26ª vez na Festa do Peão de Americana. O show ocorreu entre a noite de quarta-feira (3) e madrugada de quinta (4).
A dupla também comentou sobre um vídeo postado no TikTok. Nele, a técnica vocal Bethany Hickman reage a uma apresentação de “Sinônimos” e fica visivelmente estarrecida.
“É de arrepiar. Um timbre tão lindo logo de cara. Não sei se nesse momento do show ou da carreira há quanto tempo eles cantam juntos, mas se é por um período significativo de tempo, eu estou tão positivamente surpresa de como o timbre deles soa tão jovem”, diz a técnica.
“Isso mostra que a música não tem fronteira, e para nós isso é um incentivo muito grande […] Eu diria para ela que isso é um jeito muito brasileiro de cantar. Esse dueto, essas terças que eu faço, o solo que o meu irmão faz, o timbre de voz é uma coisa diferenciada para eles lá”, diz Chitãozinho.
Xororó descreve a técnica como algo ligado à identidade da dupla, além dos cuidados que ele tem com a voz. “Eu nunca bebi, fumei, e faz apenas uns três anos que eu comecei a ter um preparador vocal. A técnica já vinha comigo, uma coisa que eu desenvolvi sem ter ideia do que eu estava fazendo, porque a gente nunca estudou música na verdade”, contou.
O react também surpreendeu a dupla. “Ela fez umas colocações que nem a gente sabia que a gente fazia daquela forma”, revelou Xororó.
Difícil de cantar?
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Thomaz Marostegan
Afinal, ainda existe alguma música que seja difícil de cantar depois de tantos anos? Talvez todas.
Xororó comenta que o técnico vocal que os acompanha considera todo o repertório deles muito difícil. “Explora muito a minha voz, principalmente, que eu faço todos os ‘sonos’. Felizmente, eu vou do grave ao agudo, é uma extensão bastante grande, então acho que não tem uma música que seja fácil”.
De acordo com ele, “A Tal da Paz”, lançada em 2025, é um pouco mais tranquila de cantar com a bagagem de hoje. Só que em seguida vem “Galopeira” com seu agudo diferenciado e no fim da setlist vem “Se Deus Me Ouvisse”, que também exige bastante. “É sempre lá e cá, o tempo todo. Acho que isso é a nossa diferença e faz com que o nosso público vem sempre curtindo o nosso trabalho”, diz Xororó.
Já Chitão tem uma escolha específica. “Eu diria que uma música muito difícil de cantar, pelo menos para minha parte que exige muita concentração é a ‘Vá Pro o inferno com o seu amor’ pela extensão vocal que ela exige de nós”.
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