Mulher acorda no próprio velório e gera correria

Essie DunbarMedium

Uma das histórias mais extraordinárias já associadas a erros de diagnóstico aconteceu no interior da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em 1915. A protagonista foi Essie Dunbar, uma mulher de cerca de 30 anos que teria sido declarada morta após sofrer uma grave crise epiléptica. As informações são do Bufale.

Essie foi dada como morta

Segundo os relatos que atravessaram gerações, um médico examinou Essie depois do episódio e concluiu que ela não apresentava sinais vitais. A notícia abalou a família, que organizou rapidamente o funeral. Na época, exames modernos capazes de detectar atividades cardíacas mínimas ou estados profundos de inconsciência ainda não existiam, o que tornava esse tipo de engano mais provável.

A cerimônia foi marcada para o dia seguinte. Como uma das irmãs morava em outra cidade, os parentes tentaram aguardar sua chegada, mas ela acabou se atrasando. Quando finalmente apareceu, o sepultamento já havia ocorrido. Inconformada por não ter conseguido se despedir, ela insistiu para que o caixão fosse retirado da sepultura e aberto.

Essie DunbarReprodução

O que aconteceu em seguida entrou para o folclore local. Ao removerem a tampa, os presentes teriam visto Essie sentar-se e sorrir. O choque foi tão grande que algumas testemunhas fugiram acreditando estar diante de um fantasma. Outros relatos afirmam que religiosos que participavam do enterro chegaram a se machucar durante a confusão provocada pelo susto.

A explicação mais plausível é que Essie tenha sofrido um estado raro de catalepsia ou uma condição neurológica associada à epilepsia, capaz de reduzir drasticamente os movimentos e os sinais vitais perceptíveis. Em períodos anteriores aos equipamentos médicos modernos, situações assim podiam ser confundidas com a morte.

Apesar da fama que ganhou posteriormente, historiadores alertam que a história possui lacunas documentais. Pesquisadores destacam que não existem registros contemporâneos conhecidos do suposto episódio em 1915. Grande parte das versões atuais deriva de relatos publicados décadas depois e popularizados pelo livro “Buried Alive: The Terrifying History of Our Most Primal Fear”, do historiador sueco Jan Bondeson. Alguns verificadores de fatos classificam o caso como não comprovado, embora reconheçam que ele tenha sido amplamente difundido na região.

O que parece ter mais respaldo histórico é que uma mulher chamada Essie Dunbar realmente existiu e viveu por muitos anos após o episódio que a transformou em lenda local. Diversas fontes afirmam que ela sobreviveu por cerca de 47 anos depois de ter sido dada como morta, falecendo apenas na década de 1960. Sua história continua sendo citada em livros, reportagens e estudos sobre diagnósticos equivocados e o antigo temor humano de ser enterrado vivo.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.