O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que está próximo de autorizar novos ataques contra alvos estratégicos no Irã, incluindo usinas de energia e pontes. A declaração ocorre em meio a uma escalada militar entre Washington e Teerã que reacendeu as preocupações sobre um novo conflito no Oriente Médio.
Trump disse que o governo iraniano demorou para negociar um acordo e que agora terá de enfrentar as consequências. O presidente também afirmou que continuará pressionando Teerã e declarou que parte das capacidades militares iranianas foi comprometida após meses de confrontos.
Trump no radar: Irã ataca bases americanas no Golfo
Nas últimas horas, o Irã lançou ataques com drones e mísseis contra instalações militares ligadas aos Estados Unidos na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait. A ação ocorreu após a ofensiva americana realizada contra alvos iranianos.
O ataque iraniano foi uma resposta ao que autoridades de Teerã classificaram como agressão americana. Jordânia, Bahrein e Kuwait informaram ter acionado sistemas de defesa aérea para interceptar projéteis e drones.
O episódio marcou uma nova escalada militar entre Washington e Teerã.
Helicóptero derrubado eleva tensão
A derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos Estados Unidos tornou-se o principal fator de tensão na relação entre os dois países. Segundo autoridades americanas, a aeronave foi atingida por um drone iraniano enquanto realizava patrulha próxima ao Estreito de Ormuz.
O helicóptero caiu perto da costa de Omã, mas os dois pilotos foram resgatados sem ferimentos. O Comando Central dos Estados Unidos iniciou uma investigação para determinar as circunstâncias do incidente. O governo americano classificou o episódio como um ataque contra suas forças na região e utilizou o caso para justificar os ataques retaliatórios.
O Irã não assumiu formalmente a responsabilidade pela derrubada da aeronave e contesta parte da narrativa americana.
Negociações em xeque
A nova troca de ataques aumentou as incertezas sobre o futuro das negociações em andamento. Até o início da semana, Trump afirmava que um acordo entre Estados Unidos e Irã poderia ser alcançado em poucos dias. O entendimento incluiria a ampliação do cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e avanços nas discussões sobre o programa nuclear iraniano.
Após os bombardeios americanos contra instalações militares iranianas, autoridades de Teerã afirmaram que o ambiente diplomático foi prejudicado e que será necessário reavaliar os próximos passos das conversas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que a diplomacia exige condições mínimas de estabilidade.
Apesar disso, os canais de comunicação entre os dois países permanecem abertos por meio de mediadores.
O cronograma inicialmente projetado para um possível acordo tornou-se mais incerto.
Temas em aberto dificultam entendimento
Entre os principais pontos de divergência está a exigência iraniana de acesso a mais de US$ 10 bilhões em ativos financeiros congelados no exterior. O governo de Teerã considera a liberação desses recursos uma condição importante para qualquer entendimento mais amplo.
Outro tema central envolve o programa nuclear iraniano. As negociações discutem o futuro dos estoques de urânio enriquecido, possíveis limitações ao programa e mecanismos de fiscalização internacional. Washington busca garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, enquanto Teerã resiste a determinadas exigências.
As divergências sobre esses assuntos permanecem entre os maiores obstáculos para a conclusão de um acordo definitivo entre as partes.
A situação elevou a tensão em toda a região do Golfo.
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