De olho nas transformações em Cuba

Rua histórica com carros antigosImagem gerada por IA

A economia cubana cresceu de 1985 a 2025 apenas um por cento ao ano. Só Venezuela, Barbados e Haiti tiveram crescimento menor nesse período. Em 2026 se consolidaram as tendências negativas previstas, com o colapso do turismo, a crise elétrica e novas pressões externas por parte dos Estados Unidos.

O baixo crescimento econômico convive com uma erosão crescente da base produtiva material do país . Durante a década prévia a 2020 o PIB cubano cresceu dois por cento ao ano graças a uma relação melhor com Washington e o apoio da Venezuela.

Esses dois fatores desapareceram neste ano. A deterioração dos níveis de vida em 2025 e neste ano se acentuou com a queda do envio do petróleo da Venezuela e o risco de sanções para empresas estrangeiras que operam na ilha como as canadenses e as espanholas.

Tais empresas estão abandonando Cuba como Melia e Iberostar . Para este ano se prevê uma queda de três por cento na economia cubana. E a renda dos trabalhadores pode cair em até seis por cento este ano com o desaparecimento de 123 mil empregos.

O setor privado perdeu o dinamismo em razão das sanções renovadas por Washington. Mas as remessas por parte de cubanos do exterior continuam a ser importantes para as famílias cubanas . A emergência energética, gás e água absorvem metade de toda a inversão estatal deste ano contra trinta por cento no ano passado. A queda do turismo nos últimos dezoito meses foi de vinte por cento e a ocupação hoteleira, no mesmo período, desceu a dezoito por cento . E não há chance de recuperação a curto prazo.

Cuba recebe hoje apenas 7200 barris de petróleo por dia face a um consumo diário de sessenta mil barris de petróleo. A dimensão externa e, em particular, a relação com Washington se converteu na variável decisiva para recuperar a economia cubana e, com ela , as legítimas aspirações de prosperidade do povo de Cuba.

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