
Rio Negro durante cheia de 2026 em Manaus
Jadson Lima/g1 AM
Vinte e dois municípios do Amazonas estão em situação de emergência por causa da cheia dos rios, segundo boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (17). Ao todo, 223.259 pessoas já foram afetadas pelas inundações em diferentes regiões amazonenses.
As cidades em situação de emergência são Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá, Tefé, Tonantins e Uarini.
Outros 18 municípios estão em nível de alerta: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Borba, Caapiranga, Coari, Codajás, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Japurá, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Nova Olinda do Norte, Pauini e São Paulo de Olivença.
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Já em situação de atenção estão Apuí, Autazes, Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Humaitá, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Manicoré, Maués, Nhamundá, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Silves, Urucará e Urucurituba.
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Para atender as populações atingidas, o Governo do Amazonas informou que enviou na primeira etapa da Operação Cheia 2026, iniciada em maio, 598 toneladas de ajuda humanitária para municípios das calhas dos rios Juruá e Purus, consideradas as regiões mais impactadas pela subida das águas neste ano.
A ação prevê a distribuição de 26 mil cestas básicas. Desse total, 14 mil unidades, equivalentes a 322 toneladas, serão destinadas aos municípios da calha do Juruá. Outras 12 mil cestas, que correspondem a 276 toneladas, serão enviadas para cidades localizadas na calha do Purus.
O boletim também destaca as ações do projeto Água Boa. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 147 kits de purificadores de água já foram encaminhados, em 2026, para 23 municípios do estado, com o objetivo de garantir acesso à água potável às populações afetadas pela cheia e também durante períodos de estiagem.
A Defesa Civil informou ainda que o monitoramento da cheia é realizado continuamente pelo Centro de Monitoramento e Alerta, responsável por acompanhar os níveis dos rios ao longo de todo o ano. O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais segue atuando para minimizar os impactos provocados pela subida das águas nas áreas afetadas.
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