Depois de firmarem trégua, Irã e EUA travam guerra de versões sobre negociações de paz


Depois da trégua, EUA e Irã travam guerra de versões sobre negociações de paz
Depois de firmarem uma trégua, Irã e Estados Unidos agora travam uma guerra de versões sobre as negociações de paz.
À medida que as discussões avançam, aparecem também as divergências. Dois lados da mesma história. Em Genebra, a correspondente Bianca Rothier questionou o embaixador iraniano na ONU sobre a versão americana de que o Irã já teria concordado com a volta dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica. Ali Bahreini, que participou das negociações de paz na Suíça, respondeu que o assunto sequer foi discutido. O presidente dos Estados Unidos rebateu. Donald Trump disse que, se o Irã não tivesse concordado com as inspeções, cancelaria as reuniões agora mesmo.
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Depois de firmarem trégua, Irã e EUA travam guerra de versões sobre negociações de paz
Jornal Nacional/ Reprodução
Outro ponto de divergência é o destino dos ativos iranianos congelados no exterior. A Casa Branca afirma que o dinheiro que for liberado, como parte das negociações, será gerido pelos Estados Unidos e pelo Catar, e que o regime iraniano terá que usar os bilhões de dólares para comprar produtos agrícolas americanos. O embaixador Ali Bahreini disse que o Irã é o único país que vai decidir o que fazer com o dinheiro.
Bianca Rothier também questionou o embaixador iraniano sobre o Estreito de Ormuz. Ele confirmou que a rota está aberta, sem pedágios, mas não descartou a possibilidade de taxas depois dos 60 dias do acordo provisório. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, rejeitou completamente a hipótese de cobrança.
Enquanto seguem as incertezas, a Organização Marítima Internacional anunciou uma megaoperação para ajudar a retirar 11 mil marinheiros de navios comerciais que tinham ficado bloqueados no estreito. A agência da ONU vai trabalhar com o governo de Omã para orientar as embarcações a saírem de lá em segurança.
Trump sofre derrota no Senado e terá que pedir autorização do Congresso para continuar guerra no Irã
Donald Trump sofreu uma derrota nesta terça-feira (23): o Senado americano decidiu que se o presidente quiser continuar a guerra no Irã, precisa antes pedir autorização ao Congresso dos Estados Unidos. Quatro senadores republicanos, do partido de Trump, se aliaram à oposição democrata e garantiram a aprovação do texto, que já tinha passado pela Câmara no começo de junho.
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