
A Terra gira em torno de si mesma a 1.670 km/h na região da Linha do Equador, mas, mesmo com essa velocidade enorme, nós não sentimos esse movimento. Existem três motivos para isso.
O corpo não percebe
Primeiramente, o corpo humano percebe com mais facilidade mudanças na velocidade do que no movimento contínuo, como o de rotação da Terra. A astrônoma Stephanie Deppe explica o efeito ao Live Science.
O mesmo acontece em uma viagem de avião, quando os passageiros sentem a velocidade na decolagem e na desaceleração do pouso, mas poucas vezes percebem isso durante o voo.
Outro exemplo, dado por Galileu, descreve que uma pessoa dentro de um navio navegando em águas tranquilas também não conseguiria saber se a embarcação está parada ou em movimento só olhando o que acontece dentro dela.
Tudo ao redor está girando
A segunda explicação é que a atmosfera, os oceanos, os prédios, os veículos e as pessoas se movem junto com a Terra, então tudo parece estar parado.
Quando alguém vê a paisagem pela janela de um trem, por exemplo, consegue notar a velocidade porque vê as árvores e as construções ficando para trás. No caso da Terra, isso não acontece, então não existe um ponto fixo próximo para servir de comparação.
- CONFIRA: Planeta a 100 anos-luz pode ser coberto por oceanos gigantes
A gravidade é muito forte
A rotação da Terra gera um efeito que empurra tudo para fora, chamado de força centrífuga, mas ele é muito fraco quando comparado à gravidade.
Segundo a NASA, a gravidade do planeta é centenas de vezes mais forte do que esse efeito causado pela rotação, por isso, a gravidade acaba ganhando e impede que notemos qualquer influência da rotação no dia a dia.
Além de girar em torno de si mesma, a Terra viaja ao redor do Sol a cerca de 107 mil km/h. Mesmo assim, ninguém percebe esse movimento pelos mesmos motivos.
Efeitos dos movimentos da Terra
O movimento de rotação da Terra em torno de si mesma dura cerca de 24 horas e é responsável pela mudança entre os dias e as noites, dependendo da parte do planeta que está virada para o Sol.
Já a volta ao redor do Sol leva cerca de 365 dias e mais um quarto de dia. Como o nosso calendário usa anos de 365 dias, essa diferença vai se acumulando com o tempo. Para corrigir isso, um dia extra é adicionado a cada quatro anos. Esse ajuste cria o chamado ano bissexto e mantém o calendário humano alinhado com o movimento real da Terra.
A NASA explica ainda que o eixo da Terra é inclinado em cerca de 23,4 graus, o que faz com que diferentes regiões do planeta recebam mais ou menos luz solar ao longo do ano, dando origem às estações.
