
Cientistas ligados a um conselho consultivo da Casa Branca começaram uma pesquisa mundial para saber como as pessoas reagiriam caso a existência de alienígenas fosse confirmada. As informações sobre o levantamento foram divulgadas pela jornalista brasileira Sofia Marchetti, especializada em ufologia, que obteve, com exclusividade, declarações de cientistas que atuam nesse conselho consultivo .
A divulgação de casos sobre extraterrestres é um assunto sensível nos Estados Unidos há décadas. Um dos exemplos mais conhecidos aconteceu em 1938, quando uma adaptação de “A Guerra dos Mundos“, apresentada por Orson Welles em formato de plantão jornalístico, levou parte dos ouvintes de uma rádio a acreditar que o planeta realmente estava sendo invadido por marcianos, o que teria causado pânico geral.
Nesse contexto, o novo estudo quer saber o nível de aceitação das pessoas sobre os chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), termo que substitui “objetos voadores não identificados” (OVNIs), e como elas lidam com as informações já divulgadas pelo governo dos Estados Unidos sobre o tema.

Segundo os pesquisadores, os resultados vão ser usados em pesquisas revisadas por especialistas e poderão ajudar em futuras recomendações de políticas públicas sobre transparência nos governos.
O projeto tem cientistas de instituições como a Universidade Reichman, em Israel, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a Universidade de Cádiz, na Espanha, a Université Lumière Lyon 2, na França, e a Universidade Metropolitana de Cardiff, no Reino Unido.
Entre os participantes estão o astrofísico Abraham Loeb, professor de Harvard conhecido por defender investigações científicas sobre possíveis evidências de tecnologia extraterrestre, e a psicóloga Jennice Vilhauer. Ambos fazem parte do novo conselho científico criado para auxiliar a Casa Branca em assuntos relacionados aos UAPs.
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O que a pesquisa quer saber
O questionário tem 34 perguntas fechadas e duas abertas, com tempo estimado de resposta entre 10 e 12 minutos. A participação é voluntária e anônima, e os participantes podem parar de responder a qualquer momento.
As perguntas tratam de temas como perfil demográfico, hábitos de consumo de informação, confiança no governo, percepção de ameaça à segurança nacional e opiniões sobre investimentos públicos nas pesquisas relacionadas a extraterrestres.
O levantamento ainda quer saber se as pessoas desejam maior transparência do governo com esse assunto, se acreditam que a sociedade está pronta para lidar com provas mais complexas sobre vida extraterrestre e como reagiriam à confirmação oficial da existência de inteligência não humana.

Além disso, os participantes são perguntados sobre sua crença na existência de vida alienígena, seu interesse pelo tema e como familiares e amigos reagiriam a uma possível confirmação.
Os cientistas destacam que a participação de pessoas de diferentes países é importante para aumentar a diversidade da população ouvida e aumentar a confiança nos resultados.
Documentos divulgados pelos EUA
A pesquisa acontece depois do presidente estadunidense Donald Trump determinar, no início de 2026, que agências federais, como o Pentágono, o FBI e a NASA, apresentassem publicamente documentos sobre casos de UAPs que ainda não têm explicação.
Em resposta, o Departamento de Guerra lançou o programa PURSUE, que descrevem como o maior esforço de transparência já feito pelo governo estadunidense sobre o tema.
Até o momento, três lotes de documentos foram liberados, sendo o mais recente em 12 de junho de 2026. Os arquivos cobrem investigações desde o final da década de 1940 até 2026.
O estudo, apoiado pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos (DOW) e pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), foi divulgado nesta segunda-feira (22) e fica aberto por duas semanas.
A pesquisa do conselho consultivo da Casa Branca leva entre 10 e 12 minutos para ser respondida. Acesse clicando aqui.
