
Líder de arrastadores é preso em aeroporto de SP
A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta sexta-feira (26), o chefe dos falsos motoristas de aplicativos que aplicam golpes na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o mais movimentado do país.
O homem, identificado como Adenilson da Silva Paranhos, de 40 anos, foi localizado no próprio aeroporto enquanto aguardava novas vítimas. Segundo a investigação, ele também é conhecido como “Zóio”. A defesa dele não foi localizada pela TV Globo.
Além do mandado de prisão temporária, policiais civis cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado e a outros envolvidos. A ação faz parte da Operação Rapere 2.
Conhecidos como “arrastadores”, eles fazem parte de um esquema de extorsão de passageiros, coagidos a pagar até 70 vezes mais pelo valor da corrida. Os criminosos ainda ameaçam as vítimas — como idosos, turistas e estrangeiros — e acuam motoristas de aplicativo e taxistas legalizados.
A investigação teve início com a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência registrados por passageiros vítimas do grupo. A quadrilha de arrastadores agia desde 2021.
No último dia 19, três pessoas foram presas por suspeita de integrarem o grupo criminoso durante a primeira fase da operação no aeroporto.
De acordo com as investigações, iniciadas após análise de cerca de 30 boletins de ocorrência, a quadrilha de arrastadores agia desde 2021.
Em maio, a Polícia Civil já havia deflagrado uma operação de fiscalização nos acessos ao Terminal 2 do aeroporto após uma sequência de brigas, agressões e ataques envolvendo taxistas e motoristas clandestinos.
Chefe dos arrastadores é chefe no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Montagem/g1/Reprodução
Disputa antiga
A atuação de motoristas clandestinos no aeroporto em Guarulhos não é recente. Em dezembro de 2024, uma reportagem do Fantástico mostrou falsos motoristas de aplicativo abordando passageiros dentro dos terminais do aeroporto.
Segundo a reportagem, após convencer as vítimas a aceitar a corrida, os criminosos cobravam valores abusivos no destino e ameaçavam quem se recusava a pagar.
Um ano depois, em dezembro de 2025, os mesmos problemas continuavam sendo registrados nos terminais.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o esquema já havia sido identificado há pelo menos cinco anos. À época, a inteligência da corporação classificou o grupo como uma organização criminosa estruturada, com mais de 100 carros irregulares e faturamento estimado em mais de R$ 3 milhões por mês.
A PRF informou que encaminhou relatórios com identificação de motoristas e veículos aos órgãos de segurança.
Cuidado: motoristas clandestinos aplicam golpes em passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo.
