Força Aérea Brasileira chega à Venezuela: veja o que foi levado

Para compor a linha de frente da ajuda humanitária, a Marinha do Brasil disponibilizou 100 militares, sendo 60 fuzileiros navais e 40 profissionais de saúdeDivulgação/ FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a missão humanitária chegou na Base Militar da Força Aérea venezuelana El Libertador, em Maracay, neste sábado (27). 

Uma aeronave KC-390 Millennium, do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte realizou o transporte de 12 toneladas de equipamentos para a montagem de um Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, de sua equipe médica e de purificadores de água.

Para compor a linha de frente da ajuda humanitária, a Marinha do Brasil disponibilizou 100 militares, sendo 60 fuzileiros navais e 40 profissionais de saúde. O grupo atuará diretamente no atendimento médico especializado e no suporte à população local atingida pela emergência. 

Esse é o terceiro voo humanitário que o Brasil envia à Venezuela após os terremotos desta semana. 

Foram levados cerca de 110 mil kits de medicamentos e insumos para garantir atendimento a 1,5 mil pessoas durante um mês, incluindo antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, ataduras, seringas, luvas e máscaras. 

Missão paulista

Uma equipe especializada do Corpo de Bombeiros de São Paulo embarcou também para a Venezuela para ajudar nas operações de busca e salvamento em áreas atingidas pelo terremoto. 

Na bagagem, seguem equipamentos para resgate em estruturas colapsadas, recursos médicos e mantimentosDivulgação/ Corpo de Bombeiros de São Paulo

Na bagagem, foram enviados recursos médicos, mantimentos e abrigo para as equipes. Além disso, também foram enviados cães de resgate.

A major Daniela Santos Oliveira, que lidera a equipe paulista, explicou que toda a operação foi planejada para funcionar de forma independente desde a chegada ao país.

Terremotos

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite da última quarta-feira (24). Os tremores derrubaram prédios em Caracas e em outras cidades.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os epicentros ficaram separados por apenas 5 km. O tremor mais forte foi registrado em El Guayabo, a 168 km de Caracas, a uma profundidade de 13 km.

Foram os terremotos mais fortes registrados na Venezuela em mais de 100 anos.

Na última sexta-feira (26), um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas, capital venezuelana.

O sismo é consideravelmente mais fraco em comparação aos dois terremotos da quarta-feira (24) e que deixaram um rastro de destruição na cidade, mas pode abalar ainda mais as estruturas de muitas construções que já estão danificadas.

Os terremotos deixaram ao menos 920 mortos, mais de três mil feridos e 54 mil desaparecidos.

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