Foguete da SpaceX vai colidir com a Lua em agosto

Vista da Lua com a Terra crescente de fundo durante a missão Artemis IIDivulgação/Nasa

Um foguete da SpaceX, mais precisamente a parte superior de um Falcon 9, deve atingir a Lua em 05 de agosto deste ano. 

O veículo espacial foi lançado em 15 de janeiro do ano passado em uma missão que levou ao espaço dois módulos lunares, o Blue Ghost-1, da empresa Firefly, e o Hakuto-R Resilience, da japonesa ispace.

A colisão deve acontecer perto da Cratera Einstein a uma velocidade maior que dois quilômetros por segundo. Mas ainda existe a possibilidade de o impacto ser na Cratera Bell

Mesmo que a data em que o foguete cairá esteja certa, os especialistas ainda não sabem se será possível ver a colisão da Terra. O astrônomo Bill Gray, do Projeto Pluto, afirmou ao site Space.com que mudou de opinião diversas vezes sobre essa possibilidade.

Segundo o astrônomo, o foguete é observado desde o lançamento, mas ainda existe uma margem de erro de alguns minutos e de dezenas de quilômetros na previsão do local exato que vai cair.

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Foguete Falcon 9Divulgação/@SpaceX – 29.02.2024

Será difícil enxergar o impacto

A dúvida também é compartilhada por William Cooke, responsável pelo Escritório de Meio Ambiente de Meteoroides da Nasa, que diz ser “muito, muito difícil de ver, se não impossível”.

Cooke explicou que, além do curto clarão causado pela batida, o impacto deve levantar uma grande quantidade da poeira que poderá formar uma nuvem iluminada pelo Sol.

Mesmo assim, Cooke disse que ainda não é possível saber quanto desse material será lançado, até que altura ele chegará, nem quanto tempo ficará suspenso até cair novamente.

Apesar das incertezas, Cooke acredita que a tentativa de acompanhar o fenômeno pode valer a pena.

Enquanto o impacto se aproxima, cientistas já planejam observar o evento. O satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, deve passar pela região sete dias antes e sete dias depois da colisão.

Segundo Brent Garry, cientista do projeto no Centro de Voos Espaciais Goddard, novas imagens poderão ajudar a saber o ponto exato onde o foguete cair.

Missão do Blue Ghost-1

A missão fazia parte de um programa da Nasa que contrata empresas para levar equipamentos científicos à Lua e apoiar futuras explorações do satélite natural.

Depois de colocar o Blue Ghost-1 e o módulo japonês Hakuto-R Resilience na rota para a Lua, o estágio superior do Falcon 9 se separou das espaçonaves.

Como não tinha mais combustível para mudar de direção ou voltar para a Terra, ele ficou em órbita por mais de um ano.

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