
Um chinês de 26 anos morreu após ser atingido pelo desabamento da rocha conhecida como “Elefantes se Beijando”, na ilha de Comino, em Malta, no sábado (27). O acidente aconteceu depois de um turista estadunidense de 32 anos pular da pedra momentos antes da queda, segundo a polícia local.
O homem chinês estava em um jet ski quando as pedras caíram sobre ele. Uma mulher chinesa de 27 anos, que também estava na embarcação, ficou gravemente ferida. Já o americano foi resgatado por um barco e não precisou de internação.
A formação rochosa ficava na costa sudeste da ilha de Comino, em baixo de uma antiga construção histórica chamada Bateria de Santa Maria. O ponto era conhecido por turistas e usado como passagem por barcos e jet skis.
O desabamento aconteceu por volta das 19h (no horário local), quando o mar estava calmo, sem ondas ou ventos fortes na região.

Como foi o resgate
Equipes de emergência de Malta foram chamadas logo após o acidente. A mulher chinesa foi retirada da água e levada de ambulância para o hospital da ilha de Gozo, onde foi confirmada a gravidade dos ferimentos.
O corpo do homem foi encontrado ainda no sábado (27) por mergulhadores militares, preso entre as pedras e já sem vida. A retirada do corpo só terminou no domingo (28) à noite, depois de uma operação que durou cerca de 24 horas e usou um guindaste em uma embarcação para levantar os blocos de pedra.
Imagens de câmeras instaladas em uma plataforma flutuante na área ajudaram as autoridades a reconstituir o momento do desabamento e o número de pessoas envolvidas no acidente.
A Justiça local abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do colapso. A polícia de Malta segue analisando o caso. As autoridades ainda não divulgaram os nomes das vítimas.
O desabamento lembra o colapso da Janela Azul, uma formação de pedras parecida, na ilha de Gozo, também em Malta, que caiu em 2017 em uma forte tempestade com ventos e ondas altas.
Acesso ao local continua
A área onde ficava o arco só pode ser alcançada por barco. A fortificação no topo do penhasco segue aberta para visitação. Mesmo após o desabamento, operadoras de turismo dizem que os passeios continuam na região, incluindo a vista das formações submersas.
Empresas também alertam para o risco de aproximação em áreas com rochas de calcário, que podem se desgastar e cair com o tempo.
A empresa Outdoor Explorers Malta classificou o desabamento como “uma tragédia imensurável”.
