Influenciador de Roblox é preso sob suspeita de aliciar crianças

Matheus Bernardes possuía mais de 200 mil seguidores distribuídos entre suas redes sociais voltadas a jogos como Roblox e Minecraft, segundo a PCSPFoto: Reprodução/Redes Sociais

O influenciador Matheus Martins, de 24 anos, foi preso temporariamente em uma operação da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) em Florianópolis sob suspeita de aliciar crianças e adolescentes a enviarem conteúdos sexuais. A ação ocorreu nesta terça-feira (30) e realizou busca e apreensão na casa do influenciador, mais conhecido como “Spoteff”. Matheus reúne cerca de 200 mil seguidores divididos entre seu canal de Youtube, Instagram, Discord e outras redes sociais. Ele produzia conteúdo infanto-juvenil relacionado com os jogos Roblox e Minecraft. 

Segundo a corporação, uma análise inicial no computador do suspeito identificou arquivos contendo pornografia infanto-juvenil. A polícia acredita que ele prometia às vítimas enviar moeda virtual utilizada no jogo e um aumento no número de seguidores. Em troca, exigia fotografias e vídeos de teor sexual.

Contudo, após receber o primeiro envio, ele ameaçava divulgar as imagens aos familiares das vítimas caso elas negassem enviar novos conteúdos.

A suspeita iniciou após uma denúncia feita pela família de uma criança de 10 anos. Durante a operação, os agentes identificaram uma segunda vítima. A investigação vai continuar em busca de mais atingidos. As polícias Civil e Científica de Santa Catarina colaboraram com as ações. O iG busca a defesa de Matheus para obter posicionamento. O espaço segue aberto.

Roblox preocupa autoridades há algum tempo

Segundo dados do próprio Roblox, cerca de 50 milhões dos usuários diários são menores de 13 anos, enquanto outros 57 milhões têm até 17 anos. No início deste ano, a plataforma de jogos implementou uma verificação facial para restringir o chat de crianças.

A problemática vai desde possíveis aliciadores até conteúdos inadequados para a faixa etária que os consome. Por exemplo, jogos com temáticas que envolvem atentados em escolas ou suicídio podiam ser jogados por crianças de nove anos.

A delegada de Polícia Civil de São Paulo, Lisandrea Salvariego Colabuono, disse que cerca de 90% das vítimas são inicialmente cooptadas no Roblox, em entrevista ao Fantástico.

Entretanto, apesar das restrições da plataforma, outras redes sociais são utilizadas para burlar as barreiras, como o Discord.

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