Homem alega que esposa se suicidou, mas é preso após laudos apontarem que ela foi assassinada, no PR


Ex-companheiro é preso por suspeita de feminicídio em Paranavaí
Fernando Bernadelli de Souza Goes, de 36 anos, foi preso por suspeita de feminicídio, em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. Ele é apontado como o principal autor do assassinato da esposa Geovana Gabrielle da Silva Lopes, de 26 anos.
A vítima foi encontrada morta na própria casa, no dia 21 de junho. A princípio, Fernando havia dito que ela teria se suicidado. Mas, laudos periciais apontaram que Giovana foi assassinada por meio de estrangulamento.
Uma semana após a morte da companheira, Fernando foi preso preventivamente. À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o advogado dele disse que a prisão é “desproporcional”. Veja a manifestação completa abaixo.
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O caso está sendo investigado pela Delegacia da Mulher de Paranavaí. Conforme o delegado Luciano Dias, Fernando é o principal suspeito, pois estava na casa onde Giovana foi encontrada morta. Foi ele quem chamou a polícia.
Fernando Bernadelli de Souza Goes, de 36 anos, foi preso por suspeita de matar a esposa Geovana Gabrielle da Silva Lopes, de 26 anos.
Reprodução/Redes sociais
Segundo o delegado, exames periciais feitos no imóvel e um laudo necroscópico identificaram que a morte da vítima foi provocada pela ação de terceiros.
“Inicialmente a polícia já trabalhou com duas hipóteses: de suicídio e feminicídio, pois no local de morte não tinha as características, conforme a medicina legal, de suicídio. Então, a polícia científica entrou em ação e, com o laudo de levantamento de local e necropsia, foi possível identificar que foi uma ação humana de terceiros que levou à morte da vitima”, explicou o delegado.
Fernando vai responder por feminicídio e fraude processual. Com a prisão dele, a Polícia Civil tem o prazo de 10 dias para finalizar o inquérito.
O advogado Caike Aslen atua na defesa de Fernando e disse que vai recorrer da prisão.
“A defesa entende que a prisão preventiva do Fernando é totalmente desproporcional. É uma medida incabível neste momento, tendo em vista que, analisando os autos do inquérito, não há prova suficiente da autoria e da materialidade. A todo momento ele colaborou com as investigações. Um laudo isolado, sem outras provas que corroborem, não é justificativa para um decreto prisional. Assim que analisarmos essa decisão e verificarmos que não tem esses requisitos para esse decreto prisional, nós vamos manejar um habeas corpus na Justiça visando à revogação dessa prisão”, disse o advogado.
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Giovana frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia, da Vila Operária de Paranavaí. O local publicou uma nota de pesar lamentando a morte da fiel.
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