
PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne no Rio
O ex-presidente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), teria recebido quase R$ 4 milhões em pagamentos do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, segundo apurou o blog.
O codinome “Barba” aparece em planilhas do grupo criminoso e seria usado para identificar os pagamentos ao ex-presidente da Alerj. Como informado pelo blog, o nome do ex-governador Cláudio Castro aparece na lista de Adilsinho.
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Há registros de três pagamentos feitos por depósitos “em espécie”, conforme consta nos registros. Foram feitos três pagamentos:
R$ 2 milhões, em julho de 2025;
R$ 925 mil, em agosto de 2025;
e R$ 1 milhão, em setembro de 2025.
A investigação identificou que o bicheiro chamava os políticos corruptos como “clientes” e que detalhava tanto de pagamentos em espécie como por transferências ou depósitos bancários em seus registros. O “Barba” teria recebido valores sempre em espécie.
A defesa do contraventor nega as acusações.
Rodrigo Bacellar é levado para a sede da PF no Rio
Reprodução/TV Globo
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Operação da PF
A PF deflagrou nesta quinta-feira (2) a 5ª fase da Operação Unha e Carne, em que prendeu o pastor Márcio Poncio. Também há mandados contra Adilsinho Bacellar. Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados, e o ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.
Adilsinho está na cadeia desde fevereiro. O contraventor, apontado como “capo da Máfia do Cigarro” no RJ, já tinha escapado de ao menos duas ofensivas da PF.
➡️ Como o g1 mostrou em 2024, a Máfia do Cigarro controlava, na época, ao menos 45 dos 92 municípios do Rio de Janeiro. Nesses lugares, só os maços produzidos pela quadrilha podiam ser vendidos.
Na Operação Smoke Free, de novembro de 2022, a PF encontrou as listas de políticos em um dos endereços de Adilsinho — a TV Globo apurou que são pelo menos 25. Os documentos estavam dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama do bicheiro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu os três mandados de prisão e outros de 14 de busca e apreensão — o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi um dos alvos.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.
