
Nas últimas semanas, a Europa enfrenta uma severa onda de calor, uma das maiores da história. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a agência climática das Nações Unidas, o El Niño chegou oficialmente e deve se fortalecer entre julho e setembro.
Em um padrão climático, o El Niño normalmente se desenvolve a cada 2 a 7 anos e pode durar até um ano; ele aquece as temperaturas da superfície do mar em todo o Oceano Pacífico central e oriental, alterando os sistemas de vento, chuva e pressão em todo o mundo. Embora as mudanças climáticas não tornem o El Niño mais frequente, a atmosfera mais quente amplia seus efeitos, trazendo ondas de calor mais fortes, secas intensas, chuvas mais pesadas, maior risco de inundações e incêndios florestais.
Altas temperaturas já causam intensas consequências
A Europa já está testemunhando as consequências deste calor extremo, uma vez que a França registrou seu junho mais quente desde 1947, com temperaturas ultrapassando a marca de 40°C em grandes partes do país. Além disso, diversos incêndios florestais estão acontecendo no país.
Enquanto isso, na Espanha, mais de 200 bombeiros foram mobilizados durante um incêndio florestal de rápida propagação que varria a região da Costa Brava; além da força tarefa, diversas unidades de emergência e aeronaves de combate a incêndios foram disponibilizadas. O país vizinho, Portugal, está buscando assistência internacional para combater os grandes incêndios em meio a temperaturas extremas, que podem chegar a 44°C.
Os Serviços de Proteção Civil de Portugal estão em alerta máximo, fazendo visitas de precaução aos idosos do país para verificar o estado de saúde deles em meio à severa onda de calor que atinge o país. Em uma entrevista para o canal Wion, rede de notícias indiana que apresenta informações em inglês, um oficial que visita os idosos ressalta a importância dos chamados “centros de resfriamento”, espaços para acolhimento de idosos que não têm acesso ao ar-condicionado: “É fresco aqui dentro. É adorável estar aqui. Aqui eles não ficam desidratados. Nós garantimos que eles permaneçam hidratados e bebam água regularmente”. Ele também explica que esse nível de cuidado seria ideal em todas as situações, mas que nem sempre é possível, por isso os centros seguem em funcionamento.
A Itália também está enfrentando as consequência do calor prolongado, testemunhando altas temperaturas e escassez de água em alguns pontos. O Rio Pó, o mais longo da Itália, caiu oficialmente para níveis criticamente baixos, apresentando secura em grandes seções de seu leito e ameaçando o abastecimento de água doce e a agricultura.
Além dos países previamente citados, diversos países europeus apresentaram consequências ao calor extremo, como a Bélgica, a Holanda e a Alemanha, que também registraram temperaturas acima dos 40ºC e mortes consequentes a essas temperaturas.
