Mulher é morta a facadas na Zona Leste de São Paulo

Geysa Patez Soares, vítima de feminicídio Reprodução de redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo investiga o assassinato da corretora de imóveis Geysa Patez Soares, de 35 anos. O caso aconteceu durante a madrugada deste domingo (05), na Avenida Miguel Ignácio Curi, no bairro Itaquera, situado na Zona Leste de São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e apuraram no local que Geysa havia sido esfaqueada. A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu e faleceu.

O companheiro da vítima e principal suspeito do crime, de 31 anos, é investigado e está foragido. As autoridades requisitaram a prisão temporária.

Segundo a SSP, o caso foi registrado como feminicídio no 24° Distrito Policial (Ponte Rasa) após a perícia ser acionada. 

A onda de feminicídios 

Nos últimos dois meses o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) registrou 232 casos de feminicídio no Brasil. Por mais que o número represente uma queda 11,45% em relação ao mesmo período no ano de 2025, os dados ainda são alarmantes.

Através do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, a plataforma “Mulher Segura” foi desenvolvida pelo MJSP, para fortalecer a disseminação de informações que podem prevenir a violência doméstica e o feminicídio. 

Segundo a plataforma- que integra dados dos sistemas estaduais de segurança pública, do Sinesp VDE e da Base Nacional de Boletins de Ocorrência- somente nos primeiros cinco meses de 2026 foram registrados 603 casos no país. O mês mais crítico foi em janeiro, quando 141 mulheres foram assassinadas no país. 

De acordo com os dados dos primeiros cinco meses do ano, São Paulo é o estado com o maior número de registros, totalizando 171 casos de feminicídio até o momento; o Paraná, a Bahia e Minas Gerais são os segundos, com 44 ocorrências cada. 

A plataforma sinaliza também que a maior parte dos suspeitos é companheiro da vítima e que o lugar mais frequente das ocorrências é dentro da residência das mesmas. Além de dados estatísticos, a plataforma também mostra diversos boletins de ocorrência registrados aos suspeitos, mostrando uma espécie de “linha do tempo das acusações” que levaram até o crime de feminicídio.

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