
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante discurso na cúpula da Otan em 7 de julho de 2026.
REUTERS/Yves Herman
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (7) que seu país precisa “urgentemente” de um sistema de defesa aérea para repelir os ataques aéreos da Rússia.
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A fala de Zelensky no início da cúpula da Aliança Militar do Atlântico Norte (Otan) ocorre em meio a uma escassez de defesas aéreas ucranianas no 5º ano da guerra contra a Rússia. Nos últimos dias, Moscou tem intensificado os bombardeios contra Kiev, e a Ucrânia não conseguiu derrubar nenhum dos mísseis russos em um ataque nesta semana que causou a morte de 22 pessoas. Já são 50 mortos na capital ucra
A cúpula da Otan está ocorrendo em Ancara, capital da Turquia, e terá a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele tem pressionado os países-membros da aliança militar a assumirem uma maior parcela dos gastos conjuntos com Defesa, o que causou tensões internas no bloco.
Em resposta à pressão, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou nesta terça novos acordos de compras de armas (leia mais abaixo).
Zelensky afirmou que discutirá com Trump essa necessidade urgente por defesas aéreas na Ucrânia durante uma reunião bilateral entre os dois na quarta-feira. O líder ucraniano também disse na cúpula da Otan que é necessário aumentar a pressão contra a Rússia no formato de mísseis balísticos, defesas aéreas e sanções contra Moscou.
Otan apresenta acordos de compras de armas
Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em discurso na Fundação Ronald Reagan, em Washington D.C., nos Estados Unidos, em 9 de abril de 2026.
REUTERS/Kevin Lamarque
Os líderes da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) começaram a anunciar acordos de armas no valor de dezenas de bilhões de dólares na Turquia nesta terça-feira, reforçando a mensagem de que estão atendendo aos apelos dos Estados Unidos para aumentar os gastos com a defesa da Europa antes de uma cúpula com o presidente norte-americano, Donald Trump.
Ao som de músicas animadas e vídeos bem produzidos em um fórum da indústria de defesa na capital Ancara, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou uma série de iniciativas, convidando uma lista de representantes dos países membros da Otan a subir ao palco. O valor total dos diversos acordos foi projetado em uma tela.
“Podemos fazer mais quando agimos juntos. E precisamos fazer mais disso”, disse Rutte. “Os aliados da Otan estão se unindo a novas coalizões multinacionais de aquisição. Isso realmente nos ajuda a obter mais do que vocês precisam em uma ampla gama de capacidades.”
Os acordos, que haviam sido mantidos em segredo em sua maioria para causar impacto na cúpula, incluíram a compra, por países europeus, de drones de vigilância da empresa norte-americana Northrop Grumman , e a compra, pela Otan, de aeronaves da sueca Saab.
Os EUA também estão em negociações com a Alemanha e outras nações sobre o estabelecimento de uma produção conjunta na Europa de mísseis que estão em alta demanda para a defesa da Ucrânia, informou uma fonte à Reuters.
A medida surgiu em meio a uma crescente preocupação em Washington quanto à capacidade dos fabricantes de armas dos EUA de atender à demanda, já que tanto a guerra contra o Irã quanto a guerra na Ucrânia esgotaram os estoques de armas dos EUA.
Rutte também afirmou que os aliados da Otan investirão mais de US$40 bilhões (cerca de R$ 205,6 bilhões) nos próximos cinco anos em suas capacidades de combate a drones.
Os anúncios ocorrem em meio às críticas frequentes de Trump à Europa por contribuições insuficientes para a defesa e por depender excessivamente dos EUA para defendê-la por meio da Otan, que protege o continente desde os primeiros anos da Guerra Fria.
Trump reforçou a mensagem em um vídeo divulgado no Truth Social antecipando sua visita, instando a Europa a gastar mais com sua própria defesa.
