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Criminosos estão explorando brechas na regulamentação para movimentar bilhões de dólares em recursos ilícitos por meio do mercado de criptomoedas, afirmou nesta quinta-feira (16) o Grupo de Ação Financeira (Gafi) em seu mais recente relatório sobre ativos virtuais e financiamento ilícito.
No documento, o organismo intergovernamental de combate à lavagem de dinheiro, com sede em Paris, França, afirma que os crimes envolvendo criptomoedas se tornaram mais “complexos e interconectados” no último ano.
Segundo o Gafi, reguladores, instituições financeiras e empresas do setor enfrentam “desafios significativos e contínuos” para identificar e interromper fluxos de lavagem de dinheiro ligados a golpes financeiros e esquemas de fraude em investimentos.
O relatório mostra que houve avanços na adoção das recomendações do grupo. Em abril de 2026, 51 das 149 jurisdições avaliadas estavam “amplamente em conformidade” com os padrões do Gafi para ativos virtuais, o equivalente a pouco mais de um terço (34%) do total. No ano anterior, esse percentual era de 29%.
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BBC
Ainda existe margem para o erro
Apesar da evolução, o organismo alerta que ainda persistem “lacunas significativas” na implementação de medidas capazes de reduzir os crimes relacionados às criptomoedas.
O Gafi também destacou o crescimento do uso de stablecoins – criptomoedas atreladas a um ativo de referência, como o dólar – por organizações criminosas. Segundo o relatório, algumas dessas redes passaram a desenvolver suas próprias stablecoins, projetadas para resistir ao congelamento de ativos e à apreensão por autoridades.
