
Sede da PF em Brasília
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A Polícia Federal (PF) estima gastar R$ 198 milhões com a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026.
O valor representa um aumento de quase 20 vezes em relação aos cerca de R$ 10 milhões investidos na eleição presidencial de 2022.
O reforço na estrutura ocorre em meio ao aumento das preocupações com a segurança de autoridades e candidatos em eventos de campanha.
Segundo a corporação, a preparação da operação começou há cerca de dois anos, com treinamento das equipes e estudos para definir o esquema de proteção de cada candidatura.
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De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o planejamento incluiu análises de risco para mapear os deslocamentos e os eventos previstos durante a campanha, além do alinhamento operacional dos policiais que atuarão na segurança dos presidenciáveis.
Parte dos recursos será destinada à compra de equipamentos, como sistemas antidrones, viaturas blindadas, armamentos e itens de proteção para os agentes.
O orçamento também cobre despesas operacionais das equipes destacadas para acompanhar os candidatos durante o período eleitoral.
Pela legislação eleitoral, os candidatos à Presidência passam a ter direito à segurança da Polícia Federal após a homologação de suas candidaturas nas convenções partidárias.
🔎Partidos políticos e federações poderão realizar, entre 20 de julho e 5 de agosto, as convenções que oficializam a escolha dos candidatos para as eleições de outubro de 2026. Essa etapa é obrigatória para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Nas eleições de 2026, podem realizar convenções os partidos e as federações registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada legenda tem autonomia para definir a data e o formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido.
