
Peritos da Polícia Civil recolhem computador com vírus após ataque hacker atingir servidores da prefeitura em Rio Preto (SP), em junho de 2025
Ademir Terradas/Prefeitura de Rio Preto/Arquivo
A Empresa Municipal de Tecnologia e Informação (Empro) exonerou dois servidores públicos após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar instaurado para apurar condutas praticadas pelos investigados em um ataque cibernético que paralisou sistemas da Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) por seis dias.
A invasão, ocorrida em 2025, comprometeu os serviços da administração municipal, o que levou o Ministério Público (MP) a denunciar três servidores suspeitos à Justiça. Entenda abaixo.
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A determinação pela exoneração por justa causa de Fernando Peres Pinheiro e Felipe Ponchio Garcia foi publicada no Diário Oficial do Município. O g1 tenta contato com a defesa de ambos.
O decreto foi assinado na quinta-feira (16) pelo diretor-presidente da Empro, Marco Antonio da Silva Rodrigues.
“A decisão administrativa teve como fundamento as irregularidades apuradas no Processo Administrativo Disciplinar, que constatou o exercício de atividades empresariais concorrentes à Empro, bem como a utilização de recursos, estrutura e informações da empresa pública em benefício dessas atividades, em afronta aos deveres funcionais e às normas aplicáveis”, consta na nota enviada pela Empro à imprensa.
Até a última atualização desta reportagem, o nome e a situação do terceiro servidor denunciado não haviam sido divulgado.
Denunciados pelo MP
Conforme a denúncia do MP, os investigados vão responder por associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada e inserção de dados falsos em sistema de informações.
O processo tramita em segredo de Justiça na Vara Regional das Garantias e será encaminhado para uma Vara Criminal.
Segundo as investigações, os sistemas da prefeitura ficaram fora do ar por seis dias após serem bloqueados pelos criminosos. Durante o ataque, os hackers exigiram o pagamento de R$ 500 mil em moedas eletrônicas para liberar o acesso à rede de computadores.
Presos em operação policial
Os três denunciados pelo MP foram alvos da Operação Caim, deflagrada pela Polícia Civil. Dois deles chegaram a ser presos temporariamente em outubro de 2025, mas tiveram a prisão revogada posteriormente pela Justiça e passaram a responder em liberdade provisória, mediante medidas cautelares.
Entre as determinações judiciais impostas aos investigados estão a obrigação de manter endereço atualizado, comparecimento mensal ao Fórum, proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e restrições de circulação em determinados horários e locais.
Investigados atuavam na Empro
Polícia Civil se reuniu com a prefeitura em Rio Preto (SP) após ataque hacker
Solange Garcia/Empro
Dois dos investigados eram funcionários da Empro, empresa responsável pela gestão das soluções tecnológicas da administração municipal. Um deles estava afastado do cargo havia dois anos, sem remuneração, após solicitar licença para abrir uma empresa particular.
Na Operação Caim, a Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em imóveis localizados em condomínios de luxo da cidade. Equipamentos eletrônicos e celulares foram apreendidos e encaminhados para perícia.
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