
Pacientes procuram por atendimento na UPA Odilon Behrens, em Belo Horizonte
Reprodução/TV Globo
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Minas Gerais. Segundo a Fiocruz, o estado apresenta tendência de crescimento das internações e está em nível de alerta, risco ou alto risco para a doença.
O avanço é impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta sobretudo crianças menores de 2 anos, e pela influenza B, responsável por casos graves entre crianças, jovens e adultos. Minas está entre os cinco estados do país com crescimento de gripe nas últimas semanas.
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Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, o cenário no estado exige atenção.
“Os casos de SRAG em Minas Gerais estão em um nível muito alto e com tendência de crescimento. Os principais responsáveis são o vírus sincicial respiratório, principalmente entre crianças pequenas, e a influenza B”, afirmou.
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Minas registrou mais de 21 mil casos no primeiro semestre
De acordo com o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, Minas Gerais registrou 21.072 casos de SRAG entre janeiro e junho de 2026. No mesmo período de 2025, foram contabilizadas 27.372 notificações.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que, apesar de o acumulado do ano ser menor que o registrado em 2025, os dados mais recentes indicam crescimento dos casos. A pasta afirma que monitora diariamente as notificações, internações, mortes e a ocupação dos leitos.
Desde abril, o estado disponibilizou mais de 90 leitos clínicos para pacientes com doenças respiratórias. Em maio e junho, foram acrescentados 105 leitos de terapia intensiva e 19 de suporte ventilatório, destinados a adultos e crianças.
BH tem 243 mortes por SRAG em 2026
Em Belo Horizonte, 243 pessoas morreram por SRAG desde o início do ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A maioria das vítimas tinha mais de 60 anos.
Somente em julho, cerca de 39 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias foram realizados nas UPAs e nos centros de saúde da capital.
Vacinação está abaixo da meta em BH
Uma das principais formas de evitar casos graves e internações é a vacinação contra a gripe. Em Belo Horizonte, porém, a cobertura vacinal ainda está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Segundo a prefeitura, cerca de 770 mil doses foram aplicadas neste ano, o equivalente a 59,43% do público-alvo. A meta é imunizar pelo menos 90% das pessoas dos grupos prioritários.
Em todo o estado, mais de 5,3 milhões de doses da vacina contra a influenza já foram aplicadas, segundo a SES-MG.
Crianças pequenas e idosos são os mais afetados
A Fiocruz alerta que a incidência da gripe é maior entre crianças de até 2 anos, principalmente por causa do vírus sincicial respiratório. Já as mortes são mais frequentes entre pessoas com 65 anos ou mais, sobretudo em casos associados à influenza A.
Para reduzir a transmissão dos vírus, as orientações são:
manter a vacinação em dia
lavar as mãos com frequência
cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar
evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas
usar máscara PFF2 ou N95 quando não for possível permanecer em casa
A aposentada Elizete Brito, de 64 anos, tem asma e foi à unidade de saúde usando máscara.
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