Minoria das cidades do PR têm preparo para desastres climáticos

Efeitos do ciclone causaram tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR)Ari Dias/AEN

Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) aponta que mais de 70% das cidades paranaenses não possuem sistema de alerta de riscos climáticos para moradores, e que somente 40% das prefeituras possuem Defesa Civil local. Ou seja, dos 399 municípios, apenas 160 possuem alguma estrutura para responder a desastres climáticos. Os dados são um resultado preliminar do Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (Progov) e foram divulgados pelo TCE-PR nesta quarta (22).

Ocasionalmente, entre terça (21) e quarta (22), a região Oeste do estado tem registrado danos em razão de temporais. Segundo dados coletados do Sistema Informatizado de Defesa Civil, em 2025 aconteceram 574 desastres no Paraná, atingindo 246 municípios (cerca de 65%) e 292.237 pessoas. 27 morreram.

Principais dados de vulnerabilidades de resposta climática

Veja quais os principais dados apontados pelo relatório do TCE-PR após respostas das 399 prefeituras municipais do Paraná:

  • 68,17% dos municípios não possuem servidores dedicados exclusivamente às atividades de Defesa Civil;
  • 60,9% não possuem estrutura física de trabalho para a Defesa Civil (sala de trabalho com computadores exclusivos do órgão);
  • 50,68% não possuem veículo disponível com capacidade de acessar áreas remotas;
  • 55,64% não possuem contato telefônico da Defesa Civil para atendimento ao cidadão;
  • Em 47,68% das cidades não existem equipamentos para registro fotográfico;
  • 70,93% dos municípios não contam com sistema próprio de alerta de riscos que alcance toda população (como rádios, grupos de WhatsApp, megafones, etc);
  • 55,14% no ano de 2025 não avaliaram a eficácia dos planos de contingência e proteção (e uma parcela sequer possui a iniciativa).

O Progov é certificado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, segundo o coordenador de Contas do TCE-PR, Eduardo Schnorr, desde 2025 avalia administrações municipais quanto à gestão ambiental, incluindo a estruturação da Defesa Civil, a prevenção de desastres e o enfrentamento das mudanças climáticas e saneamento básico.

Anteriormente, em 2022, já analisava as áreas de assistência social, saúde, educação, administração financeira, previdência social e transparência e relacionamento com o cidadão.

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