
O julgamento do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, de 63 anos, e de sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos, começará no dia 1º de junho de 2027, nos Estados Unidos.
A data foi definida nesta quarta-feira (22) pelo juiz federal encarregado do caso, Alvin Hellerstein, em uma audiência realizada em Nova York.
Eles serão julgados por tráfico de drogas e outras duas acusações.
Cronograma
Segundo uma carta enviada pelo procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, Jay Clayton, ao Departamento de Justiça, a defesa do presidente venezuelano propôs que os argumentos legais sejam analisados em duas etapas, por meio de moções distintas.
A primeira fase está prevista para começar em setembro deste ano e será dedicada às questões de jurisdição e à admissibilidade das provas. Nessa etapa, a defesa pretende sustentar que Nicolás Maduro possui imunidade por exercer o cargo de chefe de Estado, argumento que, se aceito pela Justiça, poderá levar ao encerramento do processo.
O Ministério Público dos Estados Unidos deverá apresentar sua resposta até 2 de outubro. Em seguida, a defesa terá até 16 de outubro para rebater os argumentos da acusação. A audiência para analisar essas primeiras moções está prevista para novembro.
Já a segunda fase das moções pré-julgamento deve começar em janeiro de 2027. A acusação deverá responder aos novos argumentos em fevereiro, enquanto a manifestação final da defesa está prevista para março.
Prisão
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e levados para Nova York no dia 3 de janeiro de 2026.

Maduro responderá pelos crimes de conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para a posse desses armamentos. Se condenado, poderá ser sentenciado à prisão perpétua.
Já Cilia Flores responde a três acusações criminais relacionadas aos mesmos esquemas de narcotráfico e conspiração.
Os dois permanecem presos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, onde aguardam julgamento. Ambos se declararam inocentes das acusações.
