Inverno atrai mais águas-vivas ao litoral de SP, e bombeiros alertam banhistas


Frentes frias favorecem aparecimento de águas-vivas e caravelas em praias do litoral de SP
Com tentáculos capazes de liberar toxinas, as águas-vivas costumam aparecer com maior frequência na costa da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, durante o inverno. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), este fenômeno é comum na estação mais fria do ano, mas exige cuidado por parte dos banhistas para evitar acidentes.
Segundo a corporação, a passagem de frentes frias, as alterações nos ventos e a entrada de águas provenientes do Sul criam correntes marítimas e ressacas que transportam esses organismos gelatinosos das áreas mais afastadas do oceano para perto da costa.
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“Os últimos dias têm sido marcados por algumas ocorrências de pessoas lesionadas por águas-vivas. O Corpo de Bombeiros está atento, junto com os nossos guarda-vidas, a essas situações”, afirmou o porta-voz do GBMar, Eduardo Campanhola, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
De acordo com o porta-voz, a corporação prestou diversos atendimentos e auxílios a banhistas que ficaram feridos após o contato com águas-vivas ou caravelas. As ocorrências, porém, não são contabilizadas pelo GBMar para fins estatísticos.
Relatos
Fotógrafo conseguiu registrar cores vibrantes de caravelas-portuguesas em Bertioga, SP – foto ilustrativa
Rafael Mesquita
As lesões causadas pelos animais não costumam ter gravidade, mas podem deixar marcas. O gerente comercial Marcelo Marcelino, por exemplo, jamais esqueceu a sensação de quando se feriu, há 25 anos. “Inflamou, ficou tudo vermelho […] Foi feio”, afirmou à TV Tribuna.
Já o ator Gabriel Ábila não sentiu tanta dor após se ferir com uma água-viva nesta semana, enquanto estava no mar entre os canais 5 e 6, em Santos. “A ardência foi no braço e na perna, mas foi bem tranquilo. Era uma ardência fraca, depois de algumas horas passou”, disse o jovem.
Sabrina de Souza Camelo, de 28 anos, também foi lesionada nesta semana, na Praia do Guaiúba, em Guarujá. Ao g1, ela contou que a namorada chegou a ver o animal, mas ela apenas sentiu a ardência no pé e na panturrilha.
“Nunca tinha passado por isso”, relembrou a jovem, que mora na capital paulista e estava a passeio no litoral. Segundo Sabrina, ela só viu a marca da lesão após sair do mar. “Um vergão e umas bolinhas”, descreveu.
Cuidados
Segundo o GBMar, a população deve evitar o contato com as águas-vivas, mesmo quando os animais estiverem mortos na faixa de areia. Os tentáculos podem manter a capacidade de causar queimaduras e irritações na pele.
Caso não seja possível evitar o contato e haja dor, ardência ou irritação na pele, a orientação é procurar os postos de guarda-vidas ou os serviços de saúde para avaliação e adoção das medidas adequadas.
Fotógrafo registrou caravelas-portuguesas na Praia do Pernambuco, em Guarujá – foto ilustrativa
Rodrigo Nattan
Fotógrafo registra detalhes de caravelas-portuguesas durante aparição em Bertioga, SP
Rafael Mesquita
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Estudante flagra água-viva durante passeio no mar em Praia Grande, SP
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