O Procon-RJ e a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) vão inaugurar nesta terça-feira (22) um ponto de atendimento exclusivo para pacientes da Unimed Ferj dentro do Espaço Cuidar Bem, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, onde o tratamento oncológico tinha sido prejudicado nas últimas semanas. A iniciativa faz parte do gabinete de crise criado para lidar com a situação.
De acordo com as duas instituições, uma inspeção na Unimed Ferj feita nesta segunda (21) constatou que boa parte das irregularidades foi sanada, mas ainda há falta de medicamentos.
“Durante a fiscalização do Gabinete de Crise, verificamos que ainda há cerca de 20% de falha na prestação do serviço, principalmente por causa da falta de medicamentos. Esses insumos já foram solicitados, mas não foram entregues pelas indústrias”, afirma o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
Os laboratórios responsáveis serão notificados, segundo o secretário.
“Pacientes oncológicos não podem sofrer atrasos no tratamento, pois isso representa risco à vida”, completa Fonseca.
Outra medida adotada é a oferta de atendimento psicológico no próprio Espaço Cuidar Bem, voltado exclusivamente aos pacientes oncológicos afetados pela interrupção dos serviços.
Há menos de uma semana, a Unimed Ferj informou que os pacientes que faziam tratamento de câncer na Oncoclínicas poderiam voltar a ser atendidos pela rede, sem restrições.
Segundo a operadora, a Oncoclínicas continua credenciada e o fluxo de autorização dos procedimentos seguirá o padrão já adotado entre clínicas e planos de saúde: dentro das questões operacionais, as duas partes analisam a autorização ou não do tratamento na rede.
As exigências da ANS
Na segunda-feira passada (15), a ANS se reuniu com representantes da Unimed Ferj e da Unimed do Brasil e cobrou medidas efetivas para normalizar o atendimento oncológico:
comunicação clara com os pacientes;
criação de um canal exclusivo de atendimento ainda nesta semana;
resolução, até sexta-feira (19), dos problemas relacionados ao acesso ao tratamento.
A agência também instaurou um regime de direção técnica na operadora, que permite monitoramento presencial por um agente externo. O mecanismo não é uma intervenção, mas prevê acompanhamento diário de informações e definição de metas a serem cumpridas por até 365 dias.
A Unimed Ferj anunciou que desde terça-feira (16) está disponível o telefone 4000-2903 para pacientes oncológicos.
Dívida e impasse de dois meses
Família sofre com a falta de consultas, exames e medicamentos por causa da Unimed Ferj
Há semanas, a Oncoclínicas informou que a dívida da Unimed Ferj com a rede é de cerca de R$ 790 milhões. O valor, segundo a empresa, será quitado em 94 parcelas não lineares, adequadas à capacidade financeira da operadora.
Desde agosto, pacientes relataram dificuldades na continuidade dos tratamentos, após a informação de que não seriam mais atendidos na Oncoclínicas.
No início de setembro, a ANS determinou que a Unimed corrigisse a informação de descredenciamento da rede e exigiu medidas emergenciais.
A Oncoclínicas então retomou o atendimento temporário aos pacientes que não foram transferidos em 8 de setembro, por dois meses, com possibilidade de prorrogação, mediante pagamento semanal antecipado.
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“Durante a fiscalização do Gabinete de Crise, verificamos que ainda há cerca de 20% de falha na prestação do serviço, principalmente por causa da falta de medicamentos. Esses insumos já foram solicitados, mas não foram entregues pelas indústrias”, afirma o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
Os laboratórios responsáveis serão notificados, segundo o secretário.
“Pacientes oncológicos não podem sofrer atrasos no tratamento, pois isso representa risco à vida”, completa Fonseca.
Outra medida adotada é a oferta de atendimento psicológico no próprio Espaço Cuidar Bem, voltado exclusivamente aos pacientes oncológicos afetados pela interrupção dos serviços.
Há menos de uma semana, a Unimed Ferj informou que os pacientes que faziam tratamento de câncer na Oncoclínicas poderiam voltar a ser atendidos pela rede, sem restrições.
Segundo a operadora, a Oncoclínicas continua credenciada e o fluxo de autorização dos procedimentos seguirá o padrão já adotado entre clínicas e planos de saúde: dentro das questões operacionais, as duas partes analisam a autorização ou não do tratamento na rede.
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Há semanas, a Oncoclínicas informou que a dívida da Unimed Ferj com a rede é de cerca de R$ 790 milhões. O valor, segundo a empresa, será quitado em 94 parcelas não lineares, adequadas à capacidade financeira da operadora.
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A Oncoclínicas então retomou o atendimento temporário aos pacientes que não foram transferidos em 8 de setembro, por dois meses, com possibilidade de prorrogação, mediante pagamento semanal antecipado.
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