
Pesquisa do portal Meio, em parceria com o instituto de Ideia, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o presidente Lula (PT) à frente em todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026.
É bom que ele liquide a fatura já na primeira rodada, porque na fase seguinte a situação se complica.
Em um eventual segundo turno, o petista aparece tecnicamente empatado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas: 44,4% contra 42,1%, um empate técnico.
Contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a margem é mais elástica. Lula venceria o senador por 46,2% contra 36%.
Num cenário de primeiro turno em que o adversário é Tarcísio, o presidente marca 40,2% e o governador, 32,7%. Em um cenário com o Zero Um, o petista aparece em posição parecida 39,6%, enquanto Flávio somaria 27,6%.
Há margem, claro, para crescer, e a disputa mal começou, mas a pesquisa serve de alerta.
Uma ala do centrão, que estará em peso contra Lula, não disfarça a preferência por Tarcísio, considerado mais maleável e mais calejado pelas experiências como ministro e governador. Flávio, por sua vez, é incontrolável, como todo mundo do clã Bolsonaro.
E, com ele em campo, a margem de rejeição tende a disparar, sobretudo quando as suspeitas que envolvem rachadinhas e compras de mansões abaixo do preço vierem à tona.
A pesquisa,de toda forma, joga pressão sobre Flávio e sobre o campo da extrema-direita, que pode cavar a sepultura se não marchar unida desde o dia 1.
Tarcísio, até aqui, não demonstrou muito afinco em trabalhar pelo filho do ex-chefe. E mesmo figuras fieis, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), já puxam a orelha dele e orientam o pré-candidato a definir logo a chapa, de preferência com uma vice mulher, para não deixar fugir novamente boa parte da maioria do eleitorado.
Quem também não parece muito disposta a entrar na barca de Flávio é a madrasta Michelle Bolsonaro, que no mesmo dia postou foto com o governador paulista.
O desconforto é tanto que apoiadores do Zero Um, como o youtuber Paulo Figueiredo, foram às redes contestar o próprio levantamento: se Tarcísio não será o candidato, por que testar o nome dele? E deixou entrever que os responsáveis pelo instituto teriam interesse em prejudicar o aliado. Puro suco da paranoia.
Flávio foi ungido pelo pai, preso por liderar a trama golpista, como o nome do campo para desafiar Lula. Antes de ganhar o eleitorado, precisa buscar a confiança da própria base. E ela está mais firme, até aqui, do que prego na areia.
*Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal iG
