
Após um período de trégua, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou nesta terça-feira (20) a fazer críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um evento em Rio Grande (RS), o petista afirmou que o norte-americano quer “governar o mundo” por uma rede social.
Lula participou da entrega de 1.276 casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na região sul do Rio Grande do Sul.
“Já perceberam que o Trump quer governar o mundo pelo Twitter? Fantástico, todo dia fala uma coisa. Você acha que é possível, gente, tratar o povo com respeito se não olhar no rosto?”, declarou Lula.
Segundo o governo federal, as moradias devem atender 5.104 pessoas. Os imóveis são destinados a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850, faixa 1 do programa.
Na modalidade “entidades”, os beneficiários participam da organização e execução dos projetos em parceria com entidades da sociedade civil.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Reconstrução no estado
Após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, o governo federal destinou R$ 6,5 bilhões em créditos extraordinários ao “Minha Casa, Minha Vida Reconstrução”.
De acordo com o Executivo, a modalidade “Compra Assistida” permitiu a aquisição de imóveis para mais de 9,5 mil famílias que perderam suas casas.
Ano eleitoral
Em agosto, a pesquisa Quaest mostrou que o presidente Lula perderia para o governador do estado, Eduardo Leite (PSD), em uma eventual disputa no 2º turno na eleição presidencial de 2026.
Já na última pesquisa, a primeira realizada neste ano, Lula tem vantagem na disputa. Fato é que os dois políticos ocupam posições políticas distintas no cenário nacional.
De um lado, Lula, do PT, governa com base em uma agenda de fortalecimento de políticas sociais e atuação do Estado na economia.
De outro, Eduardo Leite, filiado ao PSD, tem buscado se apresentar como um nome de perfil mais ao centro, com discurso voltado ao equilíbrio fiscal e à gestão administrativa.
A comparação entre os dois tem espaço no debate político à medida que o governador é citado como possível alternativa fora da polarização tradicional nas eleições de 2026.
Lula durante entrevista no Palácio no Planalto em 18 de dezembro de 2025
Adriano Machado/Reuters
