Dias após morte, casa do tio de Suzane von Richthofen é furtada

O médico aposentado Miguel Abdalla Netto e a sobrinha Suzane von RichthofenReprodução/redes sociais

A residência do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen encontrado morto no último dia 10 de janeiro, foi invadida e teve móveis, documentos e dinheiro furtados.

A denúncia foi feita por Silvia Magnani, prima de primeiro grau de Miguel, que manteve um relacionamento com ele por cerca de 14 anos e que agora disputa sua herança estimada em R$ 5 milhões com Suzane.

A briga começou antes mesmo do enterro, quando ambas tentaram liberar o corpo na delegacia e no Instituto Médico Legal (IML). Silvia conseguiu autorização primeiro.

Miguel residia no Campo Belo, na zona sul de São Paulo, e foi encontrado morto em casa, sem sinais aparentes de violência. O corpo estava em estado de decomposição e foi localizado por um vizinho, que tinha a chave do imóvel e entrou no local depois de estranhar a ausência prolongada do médico.

Segundo nota enviada ao Portal iG nesta terça-feira (27) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o caso é investigado pelo 27º Distrito Policial (Campo Belo).

“A autoridade policial aguarda a conclusão dos laudos requisitados ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar no esclarecimento das causas da morte e no completo esclarecimento dos fatos”, informa.

Imóvel “saqueado”

Em relação ao furto, a SSP-SP afirmou que as diligências seguem em andamento para a identificação da autoria e a responsabilização dos envolvidos. A investigação também está com as autoridades do 27º DP.

De acordo com Silvia Magnani, o imóvel foi “saqueado” no dia 20 de janeiro, com a retirada de todos os eletrodomésticos, mobília e até o carro da vítima, um Subaru avaliado em R$ 256 mil.

Silvia afirmou ainda que alguns dos móveis levados eram dela e nem pertenciam ao médico.

Disputa judicial

Silvia Magnani e Suzane von Richthofen são as únicas parentes que manifestaram interesse na herança de Miguel Abdalla Netto até agora, apesar do irmão de Suzane, Andreas von Richthofen, também ter direito, como sobrinho.

Além da residência que a prima denunciou o saque, o médico também deixou outras propriedades e aplicações financeiras.

Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane e Andreas. Ele não tinha pais vivos, ou esposa, irmãos e nem filhos.

Silvia tenta ser reconhecida judicialmente como companheira para ter direito a uma parte da herança. Ela afirma que eles moraram juntos por 14 anos.

Já Suzane, embora tenha sido excluída da herança de seus pais por indignidade, já que teve participação no homicídio do casal, a legislação brasileira estabelece critérios distintos para a sucessão de parentes colaterais, o que pode permitir que ela receba parte do patrimônio do tio.

Na falta de herdeiros diretos, os bens são destinados aos parentes considerados colaterais até o quarto grau. Dentro dessa classe, os irmãos têm preferência.

Como Marísia já é falecida, o direito de representação entra em vigor, permitindo que seus filhos ocupem o lugar da mãe na partilha dos bens do tio.

Caso não haja testamento e pelo que tudo indica, esse é o caso, a herança será dividida igualmente entre os sobrinhos. A menos que Silvia consiga provar sua união estável com o médico aposentado.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.