Arquivos de Epstein incluem denúncia contra Trump por estupro de menor de idade


“Arquivos vão ajudar a me curar”, diz brasileira vítima de Epstein
Um documento incluído nos arquivos do caso do empresário Jeffrey Epstein cita detalhes de uma denúncia contra o presidente dos EUA, Donald Trump, por estupro de uma menor de idade.
O caso teria ocorrido em 1994, quando a vítima tinha 13 anos de idade. O documento que aparece entre os arquivos divulgados nesta sexta-feira (30) é uma denúncia recebida pelo FBI.
Epstein e Trump mantiveram uma relação de amizade durante os anos 1990 e início dos anos 2000.
Segundo a denúncia, a vítima teria ido a Nova York para tentar a carreira de modelo. Cooptada por Epstein, ela teria ido a uma festa, onde o bilionário teria pedido para a vítima fazer sexo oral em Trump.
Em uma outra ocasião, ela teria sido estuprada tanto por Trump quanto por Epstein. Na mesma noite, ambos teriam ameaçado a vítima para que ela não contasse o ocorrido para outras pessoas.
A denúncia é semelhante a uma outra, que veio à tona em 2016 e foi subitamente retirada pela denunciante, identificada pelo pseudônimo Jane Doe.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de janeiro de 2026
REUTERS/Kylie Cooper
Novos documentos
Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm “grandes quantidades de pornografia comercial”.
Questionado por jornalistas sobre uma possível interferência do presidente Donald Trump, ele afirmou que a Casa Branca não participou da revisão dos arquivos.
“Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”, garantiu.
Blanche também anunciou que a liberação das novas evidências marca o fim do processo de revisão realizado pelo departamento:
“A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.
O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche
REUTERS/Elizabeth Frantz
No começo do mês, em documento judicial apresentado à Justiça, o Departamento de Justiça admitiu que divulgou apenas 1% dos arquivos relacionados ao caso que tinha em seu poder.
A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro. O departamento tinha até o dia 19 do mês para publicá-los em sua totalidade, de acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado.
No dia 23, o governo dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivos de Epstein, deixando claro a proximidade dele com políticos e famosos. Uma vítima brasileira estava citada.
No dia 24 de dezembro, o departamento comunicou que iria demorar “algumas semanas” para liberar o resto dos milhares de documentos.
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