Pesquisa revela quais setores mais sofrem com golpes digitais no Brasil

Os golpes digitais continuam avançando no Brasil e já produzem impactos relevantes não apenas sobre os consumidores, mas também sobre setores inteiros da economia. Em períodos de maior apelo comercial, como Black Friday e Natal, esse movimento se intensifica, ampliando perdas financeiras, danos à reputação das marcas e quebra de confiança nas relações digitais.

Uma pesquisa realizada pela Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente digital, analisou o cenário de fraudes online no último bimestre de 2025, período que concentrou as principais datas comerciais do país.

O estudo ouviu consumidores de todos os estados brasileiros e combinou essas informações com dados internos da empresa.

Varejo lidera ranking de setores mais afetados por golpes digitais

De acordo com os dados internos da Branddi, o varejo foi o setor mais atingido por golpes digitais no período

 analisado, concentrando 40% dos ataques. Na sequência aparecem o setor financeiro, com 21%, e o segmento de tecnologia, responsável por 10% das ocorrências.

Outros setores também figuram no levantamento, ainda que com menor participação: saúde (9,6%), apostas (9,1%), telecomunicações (4,7%), eventos (3,4%), turismo (1%), educação (0,9%) e automotivo (0,1%).

Além das perdas financeiras diretas a pesquisa aponta ainda que as fraudes afetam a credibilidade das marcas, geram custos jurídicos e operacionais e exigem investimentos adicionais em monitoramento e proteção digital.

Consumidores identificam sinais recorrentes de fraudes online

O levantamento também mapeou quais são os principais sinais de alerta percebidos pelos brasileiros ao se depararem com possíveis golpes digitais. O fator mais citado foi a presença de anúncios com preços muito abaixo do mercado, apontado por 78% dos entrevistados.

Outros sinais recorrentes incluem identidade visual ou informações duvidosas (57%), perfis com poucos seguidores ou comentários desativados (40%), ofertas de pagamento fora do padrão, como links externos ou exigência de urgência (39%), e anúncios repetitivos e constantes (32%).

Os dados indicam que, embora o consumidor esteja mais atento, os golpistas seguem explorando estratégias conhecidas, especialmente ligadas ao apelo de preço e à urgência na decisão de compra.

Redes sociais concentram a maioria das tentativas de golpes digitais

As redes sociais continuam sendo o principal canal de abordagem utilizado em golpes digitais. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados afirmaram ter se deparado com anúncios falsos em plataformas como Instagram, TikTok e Facebook.

Além disso, 32% relataram contato com perfis falsos, criados dentro dessas mesmas redes. Outros canais citados incluem e-mails fraudulentos e links que direcionam para sites falsificados, muitas vezes visualmente semelhantes aos originais.

O resultado reforça o papel central das plataformas digitais na disseminação das fraudes e a necessidade de monitoramento constante por parte das empresas.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 500 brasileiros, de todos os estados do país, incluindo homens e mulheres a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais. A coleta foi realizada por meio de uma plataforma de pesquisas online, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.

A coleta ocorreu em 12 de janeiro de 2026. Para a identificação dos setores mais afetados, o estudo também utilizou dados internos, com base na carteira de clientes atendidos no período analisado.

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