MPF arquiva investigação contra Bolsonaro por genocídio

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a instauração de sindicância para apuração de denúncias sobre a condição de saúde de Bolsonaro.Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu pelo arquivamento de um procedimento investigativo que visava apurar uma série de graves acusações contra o ex-presidente, Jair Bolsonaro e integrantes da sua família. O caso, baseado em uma denúncia anônima enviada ao órgão no ano passado, envolvia suspeitas que iam de genocídio durante a pandemia da Covid-19 e esquemas de corrupção e atuação em milícias.

A decisão de encerrar o caso fundamentou-se na fragilidade do material apresentado. Segundo o despacho do MPF, as alegações foram consideradas como “inespecíficas e genéricas“, sem o suporte de qualquer prova documental mínima que justificasse a abertura de atos penais – investigar, processar e punir a prática de um crime – formais ou até mesmo a continuidade das apurações que violaria os princípios do Direito.

Escopo de acusações

A denúncia agora arquivada reunia um extenso rol de supostas irregularidades. Além da condução do governo federal na crise sanitária e de crimes de corrupção, o documento citava o uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o esquema de “rachadinhas”, envolvimento com o tráfico de drogas e perseguição política.

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