
Donald Trump acaba de sofrer a maior derrota de seu governo com a derrubada, pela Suprema Corte dos Estados Unidos, das taxas arbitrárias aplicadas sobre exportações de países parceiros.
Enquanto as vítimas se questionam quem pagará os prejuízos, e pelas solas de sapato gastas nas negociações tete-a-tete pelos salões de Washington, o chefe da Casa Branca aponta as armas em direção ao Irã, que pode ser atacado a qualquer momento.
Trump precisa convencer um país inteiro de que sabe o que está fazendo e visa a proteção de seus cidadãos, seja prendendo, arrebentando e mandando imigrantes para longe, seja apeando do poder chefes de Estado que ele classifica, sem provas, de associação com o narcotráfico.
No caso do Irã, a meta é derrubar o regime dos aiatolás.
O republicano age desta maneira porque sabe que as notícias e o apoio no ambiente interno já foram melhores. O PIB norte-americano, por exemplo, cresceu abaixo do esperado. E a culpa, claro, é da oposição.
Apontar para inimigos é a forma mais antiga de desviar as atenções sobre erros estratégicos que corroem a confiança da população, como no caso do tarifaço.
Sobrou até para os alienígenas, citados por Barack Obama em entrevista a um podcast. Não se sabe se Trump quer saber se o democrata espalhou informações confidenciais ao dizer que eles, os aliens, existem, ou se porque garante que nunca os viu.
Na dúvida, mandou o Departamento de Guerra abrir os arquivos sobre o que já se sabe sobre os possíveis visitantes/invasores.
A ordem virou a grande notícia do dia num momento de notícias ruins.
Ao menos aqui, com entretenimento de qualidade duvidosa, mas garantida.
*Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal iG
