
A Polícia Civil de Minas Gerais vai ouvir, no início dessa semana, os sobreviventes do naufrágio que ocorreu nesse sábado (21) e deixou seis mortos no Rio Grande, na divisa entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG).
A informação é do delegado Rafael Jorge Delgado, da Delegacia de Sacramento, responsável pelas investigações.
A embarcação saiu de Franca (SP) com 15 ocupantes e se chocou contra um píer na margem mineira do Rio Grande. O grupo teria contratado o passeio de barco.
Seis pessoas, entre elas uma criança de 4 anos e o condutor da embarcação, morreram no local.
As primeiras ações de socorro foram realizadas por equipes da Guarda Civil e da Defesa Civil de Rifaina, que se encontravam mais próximas do local.
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Na ação, três sobreviventes foram transportados para atendimento médico no município, enquanto outros seis permaneceram no local sem ferimentos aparentes.
Morreram no local um menino de 4 anos, quatro mulheres, de 22, 25, 36 e 40 anos, e um homem, de 45 anos, identificado como o motorista da lancha.
Segundo o delegado Rafael Jorge Delgado, os corpos das vítimas foram encaminhados para o Posto Médico Legal em Araxá, para exames e identificação, e, após os procedimentos, foram liberados aos familiares.
Um inquérito policial foi instaurado e as investigações já começaram.
“Vamos ouvir testemunhas essa semana, ouvir os sobrevientes, para apurar o que causou essa tragédia, que não temos histórico recente, nos últimos dez anos”, declarou o delegado.
Neste domingo (22), a Prefeitura de Patrocínio Paulista (SP) emitiu uma nota sobre o acidente e decretou luto oficial, prestando condolências aos amigos e familiares das vítimas.
O comunicado ocorreu porque o menino de 4 anos, Bento Aredes, e sua mãe, Viviane Aredes, de 36 anos, que morreram no naufrágio, são familiares da primeira-dama Isabela Aredes e do prefeito Mário Marcelo Carraro Bertelli (PSD).
