
O policial militar Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, foi preso após agredir a mulher no estacionamento de um supermercado, em Vitória (ES), na noite do último sábado (21). Ele também agrediu policiais que tentaram contê-lo.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que ele tira a companheira do carro à força, puxando a mulher pelas pernas, a joga no chão e a agride com tapas na cabeça. Assista.
O policial militar Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, foi preso após agredir a mulher no estacionamento de um supermercado, em Vitória (ES), na noite do último sábado (21). Ele também agrediu policiais que tentaram contê-lo. pic.twitter.com/KMSeZtNo73
— iG (@iG) February 23, 2026
Também é possível ver o momento em que Araújo reage à abordagem e agride os policiais — um deles com um soco na cabeça — até ser contido por cerca de sete agentes.
Tudo começou com um patrulhamento no bairro Jardim Camburi, onde o crime ocorreu. A viatura foi acionada para verificar uma briga generalizada no estacionamento do supermercado.
Para conter o agressor, foi necessário usar bastão e spray de pimenta.
Ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia Regional de Vitória. Em seguida, foi encaminhado ao presídio militar, localizado no Quartel do Comando-Geral da PMES.
Ainda de acordo com informação da Polícia Civil do Espírito Santo, encaminhada por meio de nota à reportagem do iG, o suspeito foi autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça, todas na forma da Lei Maria da Penha, e também ameaça, resistência e desacato, por conta da reação à abordagem dos policiais.
A vítima, que também é policial militar, solicitou medida protetiva de afastamento cautelar.
Possibilidade de expulsão
Nas redes socais, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou que recebeu as imagens das agressões com “profunda indignação”.
Ele disse que determinou investigações “para que haja apuração com profundo rigor e a adoção de todas as medidas cabíveis” e que ‘condena de forma veemente toda e qualquer violência contra a mulher. É crime, é covardia e não será tolerada”.
A Polícia Militar informou que a Corregedoria irá instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM), e o caso “será encaminhado ao Ministério Público Militar e à Auditoria de Justiça Militar, órgãos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização das medidas legais cabíveis”.
Se comprovadas as irregularidades, o policial poderá sofrer as sanções administrativas e penais previstas em lei, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação.
