Morto-vivo: conheça animais que praticam a tanatose

Saiba como diferentes espécies usam a imobilidade como estratégia de defesa para enganar predadores e aumentar as chances de sobrevivência na natureza
A tanatose é um mecanismo de defesa em que o animal finge estar morto para afastar predadores e, em situações mais raras, facilitar a captura de presas.
De acordo com o Instituto Butantan, essa adaptação evolutiva não é exclusiva de um único grupo, ela está presente em diferentes espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, insetos e até aves. Confira a seguir, alguns desses animais que “brincam” de morto-vivo:
Alguns gambás praticam tanatose. O exemplo mais conhecido, segundo o A-Z animals, é o gambá-da-virgínia (Didelphis virginiana), um marsupial nativo da América do Norte. Quando ameaçado, cai de costas, fica imóvel, mostra os dentes, baba saliva e libera um odor forte pelas glândulas anais, na tentativa de afastar predadores.
A cobra-nariz-de-porco-oriental (Heterodon platirhinos) são encontradas principalmente na América do Norte, com algumas espécies na América Central e do Sul, e várias espécies são conhecidas por realizar tanatose. Quando ameaçada, começa se contorcendo como se estivesse com dor e exala um odor desagradável. Depois de algum tempo, a cobra se deita de costas com as mandíbulas ligeiramente entreabertas e permanece imóvel.
Algumas espécies de pato utilizam a imobilidade como estratégia defensiva, alguns exemplos são o pato-carolino (Aix sponsa) e o pato-real (Anas platyrhynchos). Estudos observaram que patos selvagens simulam a morte ao serem capturados por predadores, aumentando a chance de fuga quando surge uma oportunidade.
Nativo do Japão, além de permanecer imóvel, o gafanho-pigmeu (Criotettix japonicus) estica e enrijece as patas em várias direções. Essa postura dificulta que predadores, como sapos, consigam engolir o inseto imediatamente, o que aumenta as chances de sobrevivência do mesmo.
A aranha-viúva-negra (Latrodectus hasselti) é parente próxima da viúva-negra e ambas são igualmente mortais para os humanos. Elas se fingem de mortas, enrolando o corpo em uma bola e permanecendo completamente imóveis. Essas aranhas são nativas da Austrália, mas migraram para a Nova Zelândia, Japão e vários outros países através da importação de frutas.
A perereca Phyllomedusa burmeisteri, encontrada no Sudeste do Brasil, também adota a tanatose como mecanismo de defesa e pode liberar um odor forte, semelhante ao do percevejo conhecido como maria-fedida, para afastar possíveis predadores.
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