
Um jovem procurou a 19ª DP, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após ter o nome confundido nas redes sociais com o de um dos investigados por participação em um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Segundo o rapaz, identificado como João Gabriel Bertho, pessoas passaram a associar seu perfil nas redes sociais ao crime após a divulgação inicial do nome de um dos suspeitos, João Gabriel Xavier Bertho, que está sendo procurado pela polícia. De acordo com o jovem, a confusão ocorreu porque apenas parte do nome do investigado foi mencionada nas primeiras reportagens, levando pessoas a pesquisarem o nome nas redes e encontrarem seus perfis, principalmente no Instagram. Em vídeo gravado diretamente da delegacia e publicado nas suas redes sociais, ele afirmou que decidiu comparecer espontaneamente à unidade onde o crime está sendo investigado para esclarecer a situação. “Vim justamente aqui porque o nome que está na reportagem é parecido com o meu, mas não sou eu. O nome completo dele é João Gabriel Xavier Bertô. O meu é João Gabriel Bertho. Não sou culpado de nada”, declarou. Ainda segundo o jovem, policiais informaram que não havia necessidade de prestar esclarecimentos, já que ele não é investigado nem citado no inquérito.
Família relata ameaças após exposição
A mãe do rapaz também publicou vídeos nas redes sociais relatando que a família passou a sofrer ataques virtuais após o nome do filho circular em grupos como se ele fosse um dos envolvidos no crime. Segundo ela, o perfil do jovem, que até então era privado, acabou sendo compartilhado após usuários associarem o nome divulgado na imprensa ao rapaz, que também mora em Copacabana. A família decidiu tornar a conta pública temporariamente para divulgar esclarecimentos e evitar novas acusações equivocadas. “A gente não quer publicidade. Quer apenas que o nome do meu filho fique limpo”, afirmou. De acordo com o relato, familiares passaram a receber ameaças e tentativas de golpe após dados pessoais começarem a circular na internet. O jovem e parentes afirmam estar reclusos por medo de represálias.
Investigação continua
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Segundo as apurações, quatro homens foram indiciados, além de um jovem que seria menor de idade. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi localizado e são considerados foragidos da justiça, após prisão preventiva decretada.
