O que são as bombas gravitacionais que os EUA usarão contra o Irã

O que são as bombas gravitacionais?Reprodução/ Unsplash

Os Estados Unidos anunciaram que pretendem intensificar os ataques contra o Irã com o uso de bombas gravitacionais de precisão, um tipo de armamento considerado mais simples que mísseis sofisticados, mas altamente eficaz para destruir alvos estratégicos. 

A estratégia foi confirmada pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, na quarta-feira (4). Segundo ele, o país possui um “estoque praticamente ilimitado” desse tipo de munição.

A mobilização ocorre meio à ampliação da campanha militar dos Estados Unidos em parceria com Israel contra o Irã, batizada de Operação Fúria Épica com o envio de novos caças, bombardeiros e navios de guerra ao Oriente Médio.

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O que são as chamadas “bombas gravitacionais”?

De acordo com a Veja, apesar da nomenclatura intimidadora, esse tipo de armamento representa a forma mais antiga de bombardeio aéreo. São dispositivos lançados diretamente de aeronaves que caem em direção ao alvo aproveitando a força da gravidade e a velocidade do avião.

As versões mais modernas dessas bombas podem alcançar alto grau de precisão graças a sistemas de orientação capazes de ajustar a trajetória durante a queda.

Atualmente, muitas dessas bombas recebem “kits de orientação”, que são mais baratos e fáceis de produzir do que mísseis guiados de longo alcance e transformam bombas comuns em armas de alta precisão.

O sistema mais conhecido é o Joint Direct Attack Munition (JDAM), desenvolvido pela Boeing. O conjunto adiciona sensores de GPS ou laser ao equipamento, além de superfícies de controle na cauda e sistemas de navegação.

Com esses recursos, uma bomba convencional passa a corrigir sua rota após o lançamento, aumentando a probabilidade de atingir o alvo.

Por que os Estados Unidos optaram pelas bombas gravitacionais?

Míssil de cruzeiro Lockheed Martin AGM-158 JASSMReprodução/ Wikimedia Commons

Segundo autoridades americanas, o emprego de bombas gravitacionais também ajuda a preservar os estoques de armamentos mais complexos e caros, como o míssil de cruzeiro AGM-158 JASSM.

Nos primeiros dias da guerra, os Estados Unidos recorreram principalmente a armas de longo alcance, capazes de atingir alvos sem que as aeronaves precisassem penetrar profundamente no espaço aéreo iraniano. Com o avanço do conflito, no entanto, a estratégia começou a mudar.

Para garantir a segurança ao utilizar esse tipo de munição, é preciso considerar a superioridade aérea. Como nesse caso o avião precisa se aproximar mais do alvo, ele fica mais exposto a sistemas de defesa antiaérea ou a caças inimigos. Por esse motivo, as bombas gravitacionais costumam ser empregadas quando um país já domina o espaço aéreo adversário.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, afirmou que a ofensiva entrou em uma nova fase. “Estamos mudando de grandes ataques com mísseis de longo alcance para ataques de precisão sobrevoando o Irã”, disse ele.

Segundo o Pentágono, Washington e seus aliados já estabeleceram superioridade aérea em parte do território iraniano. Na quarta-feira (4), a Casa Branca afirmou que as Forças Armadas americanas terão “domínio completo e total sobre o espaço aéreo do Irã em questão de horas”.

De acordo com autoridades americanas, mais de 2.000 alvos já foram atingidos desde o início da ofensiva, incluindo instalações militares, sistemas de mísseis e mais de duas dezenas de navios da Marinha iraniana.

O general Dan Caine afirmou ainda que o número de mísseis balísticos lançados pelo Irã caiu 86% desde o primeiro dia da guerra, enquanto os ataques com drones diminuíram 73% após os bombardeios contra bases e plataformas de lançamento.

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