
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como “Sicário” (“matador de aluguel”) de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, criticou, nesta sexta-feira (6), o vazamento de uma imagem atribuída a Mourão no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (BH).
O “Sicário” foi internado na quarta-feira à noite (4), após tentativa de suicídio, segundo a Polícia Federal, na cela em que estava custodiado na Superintendência Regional da PF de Minas Gerais.
O advogado Robson Lucas da Silva, que integra a defesa de Mourão, relatou ao iG, nesta tarde, a insatisfação dos familiares de Mourão com a postagem da imagem em uma rede social.
“Hoje foi divulgada uma foto de uma imagem atribuída ao Luiz Phillipi internado no CTI. Isso gerou um desgaste da família com a mídia e me foi solicitado, por ora, não fazer qualquer manifestação em nome deles e da defesa”, informou, por meio de nota enviada ao iG, o advogado Robson Lucas da Silva, que integra a defesa de Mourão.
O advogado não deu detalhes sobre o estado atual de saúde do cliente.
Segundo divulgação da CNN Brasil nesta tarde, Mourão continua em estado grave na CTI e os médicos que o assistem não abriram protocolo de morte cerebral, conforme chegou a ser divulgado.
O iG esclarece que a divulgação deste tipo de conteúdo relatado pela defesa do “Sicário” fere seus preceitos jornalísticos.
Prisão e tentativa de suicídio
Mourão foi detido na terceira fase da Operação Compliance Zero, por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação da PF investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master. Mourão teria tentado suicídio na cela, se enforcando com a própria camiseta.
Em nota, na noite de quarta-feira (4), a PF explicou que, ao tomar conhecimento da situação, acionou agentes que prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Na mesma noite, após o socorro, a PF disse que médicos do Hospital João XXIII constataram a morte cerebral do detido.
Horas depois, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou outra informação, afirmando que ele permanecia em estado grave no CTI.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é apontado nas investigações da PF como “sicário” e responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis para os interesses de um grupo nomeado de “A Turma”.
