
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), formalizou nesta terça-feira (10), o recebimento da doação do terreno para construção do Hospital Metropolitano da cidade de Campinas, no interior paulista. O projeto executivo e o orçamento detalhado da obra ainda estão sendo finalizados. O edital para a construção deve ser publicado nas próximas semanas, informou a Secretaria de Estado da Saúde.
A construção do novo Hospital Metropolitano de Campinas foi confirmado em 7 de junho de 2025, pelo governador, mas a licitação para a obra estava prevista para ser divulgada somente no 2º semestre de 2026. Com o andamento dos primeiros passos para a construção, a expectativa é que o documento saia ainda no 1º semestre.
A doação do terreno onde o hospital será construído foi feita pela prefeitura de Campinas, e a área fica localizada no entorno da Avenida Prefeito Faria Lima e da Rua Pastor Cícero Canuto de Lima, no município.
Hoje, o local abriga o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) AD Sudoeste, que continuará atendendo no local mesmo após a construção do hospital.
Informações sobre o hospital
A previsão de investimento na construção da unidade é de R$ 400 milhões, disponibilizando 262 leitos gerais e 50 leitos complementares de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O projeto também prevê a criação de um centro cirúrgico com oito salas de grande porte, 24 leitos de recuperação pós-anestésica, 20 leitos de hemodiálise e pronto atendimento com observação com 24 leitos.
O hospital também deve ter unidade de radioterapia e quimioterapia, pronto-socorro referenciado e atendimento em especialidades como oncologia, neurocirurgia, ortopedia, cardiologia, urologia, cirurgia vascular, cirurgia plástica e psiquiatria.
Demanda campineira
O anúncio ocorre em meio a episódios de pressão por leitos na metrópole. Nesta segunda-feira (09), o Hospital da PUC-Campinas anunciou que estava com 38 pacientes em macas nos corredores e pediu pelo redirecionamento de atendimento para outras unidades.
Além disso, o Hospital Municipal Mário Gatti, também no município, fechou temporariamente a sua UTI Adulto devido a um surto da superbactéria KPC, como medida de contingência, e pacientes precisaram ser realocados para leitos de outras unidades.
