Irã diz que líder Mojtaba Khamenei está bem e nega versão dos EUA

Mojtaba Khamenei Reprodução/ Wikimedia Commons

Irã afirmou, nesta sexta-feira (27), que o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, está bem de saúde e continua no comando do país, apesar de não aparecer em público desde a morte de seu pai, Ali Khamenei. As informações são da CNN.

A declaração foi feita por Ali Bahraini, representante do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. Segundo ele, o fato de Mojtaba não aparecer em público desde a morte de seu pai, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, em fevereiro, acontece apenas por questões de segurança.

Bahraini também reforçou que Mojtaba “está com plena saúde e continua liderando o país”. 

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EUA em dúvida

A fala do governo iraniano responde a declarações do secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth. No dia 13 de março, Hegseth afirmou que Mojtaba estaria ferido, possivelmente com o rosto desfigurado, e escondido em bunkers. Também criticou o primeiro pronunciamento do líder, que foi divulgado sem imagens, chamando-o de “fraco, sem voz nem vídeo”.

Um áudio vazado, no entanto, indica que Mojtaba Khamenei teria escapado por segundos do ataque aéreo que matou seu pai, segundo o jornal britânico The Telegraph. A gravação relata que o líder saiu para o jardim pouco antes de mísseis atingirem o local onde morava.

Ainda segundo a gravação, diferentes áreas foram atingidas simultaneamente, incluindo onde estava o líder supremo, que teria sido alvo de três mísseis.

Desde o ataque, Mojtaba Khamenei não apareceu em público e fez apenas uma manifestação por meio de mensagem escrita exibida na TV estatal.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar não saber a condição do líder. “Não sabemos se ele está morto ou não”, declarou.

A escalada do conflito

Mojtaba Khamenei assumiu o cargo após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro.

A ofensiva atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano, com explosões registradas em Teerã e em outras cidades importantes.

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos ligados aos dois países em diferentes regiões do Oriente Médio.

Nos dias seguintes, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

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