
A comunidade internacional estuda aplicar sanções econômicas contra o Irã, caso o país mantenha o bloqueio no Estreito de Ormuz. O governo do Reino Unido, convocou uma reunião emergencial nesta quinta-feira (2) para discutir a crise no setor petrolífero mundial.
Mais de 40 países se reuniram para avaliar “medidas diplomáticas, econômicas e coordenadas possíveis” para pressionar o governo iraniano a reabrir o Ormuz, segundo declaração da ministra de Relações Internacionais, Yvette Cooper.
No encontro, a comunidade internacional demonstrou interesse em garantir a liberdade de navegação em um dos corredores marítimos mais importantes do mundo.
O que foi discutido
De acordo com declaração oficial do Reino Unido, ficou definido que os países parceiros apelaram pela reabertura imediata e incondicional do Estreito e pelo respeito aos princípios fundamentais da liberdade de navegação e do direito do mar.
– Aumentar a pressão diplomática internacional, inclusive por meio da ONU, para enviar mensagens claras e coordenadas ao Irã, a fim de permitir a passagem desimpedida pelo Estreito de Ormuz e rejeitar completamente a imposição de pedágios às embarcações que tentam atravessar o estreito.
– Analisar medidas econômicas e políticas coordenadas, como sanções, para pressionar o Irã caso o Estreito permaneça fechado. Trabalhar em conjunto com a Organização Marítima Internacional para garantir a libertação de milhares de navios e marinheiros presos no Estreito e restabelecer a navegação.
– Acordos conjuntos para promover maior confiança no mercado e nas operações. Isso inclui trabalhar com operadores de transporte marítimo e entidades do setor para garantir o compartilhamento de informações coerente e oportuno.
Entenda a importância do Ormuz
O Estreito de Ormuz é utilizado para o transporte de suprimentos e produtos vitais, como fertilizantes, essenciais para a agricultura na África. É uma rota primordial para as exportações globais de energia, fornecendo petróleo, derivados de petróleo e gás natural liquefeito para países em todo o mundo. Esses suprimentos ajudam a abastecer residências, facilitam o transporte aéreo e sustentam o comércio internacional e as cadeias alimentares. A interrupção da navegação pelo Estreito, portanto, tem consequências imediatas e de longo alcance para o abastecimento global, os preços e a estabilidade econômica, com graves impactos humanitários para comunidades em todo o mundo.
