Janela partidária: direita lidera a dança das cadeiras na Câmara

Plenário da Câmara dos DeputadosBruno Spada/Câmara dos Deputados

Perto do fim do prazo da janela partidária, nesta sexta-feira (3), as mudanças no quadro político mostram os partidos de direita com mais movimento na dança das cadeiras.

Janela partidária, de acordo com regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é o período de 30 dias em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.

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A janela para mudança partidária e desfiliação de sigla começou em 5 de março.

No cenário federal, os últimos dias foram movimentados nos partidos, com pelo menos 60 deputados federais migrando de siglas.

PL (Partido Liberal),  que tem como liderança o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o que mais cresceu com a janela partidária: foram até agora 17 deputados federais novos filiados, enquanto 4 parlamentares que deixaram a sigla. Atualmente, a bancada já soma 100 membros.

A dança das cadeiras na Câmara até quinta (2)Gerado por IA

Já o União foi o partido que mais encolheu. A sigla da direita presidida por Antônio Rueda perdeu 18 deputados e amenizou com a chegada de outros dois parlamentares.

Para superar as perdas, o União aposta no fortalecimento da sigla com a formação da federação partidária com o PP.

PSDB cresce

Em segundo lugar entre os partidos com mais adesões, está o PSBD, que perdeu espaço nos últimos anos, mas que cresceu no período na janela partidária; foram nove adesões, contra três desfiliações.

Já o PSD, de Ronaldo Caiado conseguiu atrair seis novos deputados, contra cinco que deixaram o partido.

Na esquerda, o PT (Partido dos Trabalhadores) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, perdeu até o momento apenas uma suplente, Elisangela Araujo, que vai para o PSB.

Fidelidade partidária

A janela partidária para cargos em eleições proporcionais – é o caso de vereadores e deputados – é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições.

O princípio da fidelidade partidária para essas funções prevê que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato eleito.

Por esse motivo, a janela não é necessária para migrações partidárias de quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados, independentemente das votações recebidas pelos partidos.

Assim, prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição.

A maioria das mudanças registradas nesta janela partidária aponta que os deputados estão mais de olho na reeleição do que em identidade ideológica, ou seja, foram para partidos onde acreditam que tenham mais chances.

Confira a dança das cadeiras, até esta quinta-feira (2)

PL: 4 saídas e 17 adesões; PSDB: 3 saídas e 9 adesões; Missão: 1 adesão; PC do B: 1 adesão; Podemos: 2 saídas e 3 adesões; PP: 1 saída e 2 adesões; PSD: 5 saídas e 6 adesões; PSOL: 1 adesão; PV: 1 adesão; PSB: 4 saídas e 4 adesões; REDE: 1 saída e 1 adesão; Republicanos: 6 saídas e 6 adesões; Solidariedade: 1 saída e 1 adesão; MDB: 5 saídas e 4 adesões; PRD: 3 saídas e 1 adesão; Avante: 3 saídas; PDT: 4 saídas; União Brasil: 18 saídas e 2 adesões.

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