
Os astronautas da missão Artemis II estão enfrentando uma rotina incomum a bordo da nave Orion durante a viagem histórica ao redor da Lua. Em um espaço apertado e em constante movimento, dormir se tornou um desafio e também uma experiência curiosa. As informações são do New York Post.
Segundo o comandante da missão, Reid Wiseman, os tripulantes têm dormido “como morcegos” ou da forma que conseguem se acomodar dentro da cápsula. Após a empolgação do lançamento, realizado na última quarta-feira, a equipe conseguiu apenas alguns cochilos curtos nas primeiras 30 horas de missão.

A astronauta Christina Koch, por exemplo, tem descansado de cabeça para baixo no centro da nave, suspensa próximo ao túnel de acoplamento. Já Victor Glover encontrou um pequeno espaço onde consegue se encaixar, enquanto Jeremy Hansen prefere se esticar em um dos assentos. O próprio Wiseman revelou que dorme sob os painéis de controle, pronto para agir rapidamente em caso de emergência.
Apesar das dificuldades, a tripulação destacou que o lançamento foi surpreendentemente tranquilo. O foguete decolou do Kennedy Space Center poucos minutos após a abertura da janela de lançamento, sem contratempos.
Após completar uma órbita de teste ao redor da Terra, a nave iniciou sua jornada rumo à Lua. Uma queima de propulsão acelerou a cápsula para cerca de 35 mil km/h, permitindo que ela deixasse a órbita terrestre e seguisse em direção ao chamado espaço cislunar, a vasta região entre a Terra e seu satélite natural.
A expectativa é que os astronautas cheguem à Lua em quatro dias, realizem um sobrevoo e iniciem o retorno ao planeta. Durante o trajeto, a equipe ainda vivenciará momentos inéditos. No sexto dia da missão, eles devem se aproximar a cerca de 6,4 mil quilômetros da superfície lunar e observar o lado oculto iluminado pelo Sol, algo raramente visto por olhos humanos.
Mesmo com desafios pela frente, um momento já marcou profundamente os quatro tripulantes. Wiseman descreveu a experiência de ver a Terra do espaço como algo “espetacular”. Segundo ele, durante uma manobra da nave, foi possível observar o planeta inteiro, de polo a polo.
Do espaço, continentes como África e Europa eram visíveis, além de detalhes impressionantes como as auroras no hemisfério norte.
